Polícia

Coronel preso por feminicídio pode ser expulso da PM; decisão avança em SP

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Conselho instaurado pela Segurança Pública vai analisar permanência de coronel acusado de matar a esposa e pode levar à demissão definitiva  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/TV Globo.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 31/03/2026, às 17h01



A permanência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da Polícia Militar de São Paulo na corporação entrou na mira de um processo administrativo que pode resultar em sua expulsão.

O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, determinou a instauração de um Conselho de Justificação para avaliar a conduta do oficial, preso neste mês sob acusação de feminicídio. As informações são do Metrópoles.

Como funciona?

O Conselho de Justificação é um mecanismo administrativo voltado a apurar se oficiais das Forças Armadas (e, por extensão, da Polícia Militar) possuem condições de continuar na função.

Quando há indícios de conduta incompatível com o cargo, o colegiado pode recomendar punições severas, incluindo a demissão ou a transferência para a reserva.

Para conduzir a análise, serão designados três oficiais mais antigos do que o investigado. Eles terão a responsabilidade de avaliar os fatos e a trajetória do tenente-coronel, emitindo um parecer sobre sua permanência na corporação.

Próximos passos

A decisão do conselho não encerra o processo. Caso seja recomendada a demissão, o caso ainda será encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar, responsável por validar ou não a medida.

Se houver concordância, a palavra final caberá ao governador do estado, que poderá sancionar a saída definitiva do oficial.

Caso ocorreu dentro do apartamento do casal

A morte da policial aconteceu em 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde ela vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, seu marido, no bairro do Brás.

Segundo a versão apresentada pelo oficial à polícia, ele estava no banheiro quando ouviu um barulho semelhante a um disparo. Ao sair, teria encontrado a esposa caída na sala, com a arma em mãos.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita. O tenente-coronel afirma que a companheira tirou a própria vida, enquanto a apuração segue em andamento.

Repercussão

A revelação da condenação anterior amplia o debate sobre a conduta do oficial dentro da corporação e levanta questionamentos sobre possíveis padrões de comportamento.

O caso segue sob investigação e deve depender de novos laudos e depoimentos para esclarecer as circunstâncias da morte da policial.

Classificação Indicativa: Livre

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