Polícia

Ex-prefeito de Cubatão (SP) é denunciado por estupro; entenda o caso

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MPSP denuncia ex-prefeito de Cubatão, no litoral paulista, por suposto estupro contra servidora durante o mandato; defesa nega acusações  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 02/02/2026, às 16h24



O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra Ademário da Silva Oliveira (PSDB), ex-prefeito de Cubatão (SP).

O político foi acusado de estupro contra uma servidora municipal durante o período em que estava no cargo.

Segundo o MPSP, o episódio teria ocorrido durante uma comemoração de aniversário realizada em um bar da cidade.

Na época, a mulher trabalhava na Secretaria Municipal de Cultura. A acusação aponta que ela foi abordada pelo então prefeito no momento em que deixava uma cabine do banheiro.

Relato da vítima

De acordo com a denúncia, Ademário teria empurrado a servidora de volta para dentro da cabine e praticado atos libidinosos sem consentimento, fazendo uso de força física.

Algumas das condutas descritas pelo Ministério Público envolvem toques nas pernas, nádegas e seios da vítima.

A mulher registrou a denúncia no ano passado e também relatou que, ao longo de 2020, teria sido alvo de repetidas investidas de cunho sexual.

Segundo o relato, a situação afetou sua saúde mental e a levou a buscar acompanhamento psicológico. Outras informações sobre a vítima não foram divulgadas publicamente.

Ademário da Silva Oliveira (PSDB), ex-prefeito de Cubatão (SP)
Ademário da Silva Oliveira (PSDB), ex-prefeito de Cubatão (SP) (Foto: Reprodução/Instagram)

Processo em andamento

O caso tramita sob segredo de Justiça, o que restringe o acesso a detalhes do andamento do processo.

Procurada pelo portal Metrópoles, a defesa de Ademário da Silva negou as acusações e afirmou confiar no desfecho do processo judicial.

Em nota, o advogado Octavio Rolim destacou que o ex-prefeito não foi indiciado ao fim da investigação policial.

“Em que pese a denúncia oferecida pelo Ministério Público, é fundamental destacar que, ao final das investigações conduzidas pela Polícia Civil — autoridade que teve acesso direto e integral a todos os elementos probatórios colhidos na fase investigativa —, não houve o indiciamento de nosso cliente”, diz o texto de Octavio Rolim.

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