Polícia

Homem acusado de matar ex em shopping no ABC pode ir a júri popular; Justiça decide

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Cássio Henrique da Silva Zampieri é acusado de assassinar Cibelle Monteiro Alves em uma joalheria em São Bernardo do Campo, SP.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Tv Globo
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 18/05/2026, às 07h27 - Atualizado às 07h49



A Justiça começa a analisar nesta segunda-feira (18) se Cássio Henrique da Silva Zampieri será levado a júri popular pela morte da ex-namorada Cibelle Monteiro Alves, assassinada dentro da joalheria onde trabalhava, em um shopping de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

O crime ocorreu em 25 de fevereiro, quando ele foi preso em flagrante e permaneceu detido preventivamente desde então. Em março, a Justiça aceitou a denúncia e tornou o acusado réu pelo homicídio.

A audiência de instrução será realizada no Fórum Criminal da cidade. Nessa fase, testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas, além do interrogatório do réu. Ao fim dessa etapa, a Justiça decidirá se o caso seguirá para julgamento popular ou se haverá absolvição sumária.

Segundo o Ministério Público, o assassinato aconteceu porque Cássio não aceitava o fim do relacionamento de 5 anos e se revoltou ao descobrir que Cibelle estava se relacionando com outra pessoa, segundo o G1.

Perseguição e ameaças anteriores

De acordo com a promotora Thelma Cavarzere, o acusado descumpriu medida protetiva, utilizou meio cruel e dificultou a defesa da vítima, além do agravante de motivo torpe.

O término aconteceu em abril de 2025, mas desde antes disso Cibelle já registrava boletins de ocorrência por violência doméstica. A vítima vinha sendo perseguida e ameaçada há meses, inclusive por mensagens de WhatsApp e até transferências via PIX com recados de intimidação.

Quase 1 ano antes do crime, Cássio também havia enviado fotos íntimas dela para a loja onde trabalhava, além de fazer ameaças frequentes pelas redes sociais.

Mesmo com a medida protetiva, Cibelle relatava medo. Em um áudio enviado a uma amiga, afirmou que não se sentia protegida e que acreditava que algo mais grave precisaria acontecer para que houvesse uma reação efetiva.

Ataque dentro da joalheria

No dia do crime, Cássio entrou na loja com uma faca e uma arma falsa escondidas na mochila. Cibelle tentou fugir, mas foi perseguida e atingida com vários golpes de faca na região do pescoço.

Clientes e funcionárias correram assustados. A Polícia Militar foi acionada e tentou negociar a rendição. Como ele apontava a arma, sem que os agentes soubessem que era uma réplica, houve reação policial e ele foi baleado na perna.

Após o ataque, ele enviou vídeos para familiares dizendo: “Eu matei a Cibelle”, além de afirmar que pretendia tirar a própria vida. O caso foi investigado pelo 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.

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