Polícia
O Superior Tribunal de Justiça determinou, nesta quinta-feira, a libertação do funkeiro MC Ryan SP, preso desde o dia 15 durante uma operação da Polícia Federal. Ele estava detido no Centro de Detenção Provisória Belém, na zona leste da capital paulista.
Na decisão, o ministro Messod Azulay Neto entendeu que a prisão temporária de 30 dias foi decretada de forma irregular, já que o pedido inicial da própria Polícia Federal previa prazo de 5 dias. Com isso, o habeas corpus também pode beneficiar outros investigados em situação semelhante.
Entre os nomes que podem ser alcançados pela medida estão MC Poze do Rodo e influenciadores ligados ao caso. A defesa de Ryan afirmou que o reconhecimento da ilegalidade leva automaticamente à soltura dos investigados, destacando erro no tempo de detenção fixado, segundo o G1.
A operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo a investigação, os recursos teriam origem em apostas ilegais, rifas digitais, tráfico internacional e outras práticas ilícitas.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, contas de terceiros e criptomoedas para ocultar valores, dificultando o rastreamento. A estrutura incluía operadores financeiros responsáveis por redistribuir os recursos.
O inquérito teve início a partir de dados obtidos em operações anteriores. Arquivos armazenados em nuvem, especialmente em contas vinculadas a um contador apontado como operador do grupo, ajudaram a mapear a atuação da organização.
As apurações indicam que MC Ryan SP seria o principal beneficiário econômico do esquema. Ele teria utilizado negócios ligados ao entretenimento para misturar receitas legais com valores ilícitos.
Segundo a Polícia Federal, os recursos eram reinvestidos em bens de alto valor, como imóveis, veículos e joias, além de passarem por diversas etapas de circulação financeira. Outros envolvidos atuariam como intermediários, gestores e titulares formais de bens.
Influenciadores digitais também aparecem no caso, associados à divulgação de apostas e rifas, além da construção de imagem pública do grupo. Durante a operação, foram apreendidos dinheiro, itens de luxo e equipamentos eletrônicos.
As defesas dos investigados afirmam que ainda não tiveram acesso completo aos autos, que seguem sob sigilo. Mesmo assim, sustentam que as movimentações financeiras possuem origem legal.
Com a decisão do STJ, o caso entra em nova fase. A investigação continua em andamento, enquanto a Justiça avalia as provas reunidas pela Polícia Federal, incluindo documentos, registros digitais e movimentações financeiras.
Classificação Indicativa: Livre