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Polícia Civil de SP prende suspeito de transmitir maus-tratos a animais em lives; entenda

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Investigação do Núcleo de Observação e Análise Digital levou à prisão em Fortaleza; homem também é apurado por crimes contra adolescentes  |   BNews SP - Divulgação Foto: divulgação
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 02/03/2026, às 17h36



A Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem suspeito de matar e maltratar mais de cem animais durante transmissões ao vivo em plataformas digitais.

A prisão temporária foi cumprida nesta segunda-feira (2), na cidade de Fortaleza, com apoio da polícia local, após uma investigação conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad).

A ação é resultado de um trabalho de monitoramento contínuo de ambientes virtuais, realizado por equipes especializadas no combate a crimes cometidos na internet.

Segundo as autoridades, o suspeito transmitia os atos de violência em tempo real, atraindo espectadores e promovendo o conteúdo criminoso em redes e servidores digitais, as informações são da Agência SP.

Investigação começou com monitoramento digital

O caso teve início a partir da vigilância de plataformas online feita pelo Noad, unidade vinculada à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Durante a apuração, os investigadores localizaram um servidor utilizado para hospedar as transmissões ilegais.

A partir da análise de dados e cruzamento de informações digitais, foi possível identificar um dos integrantes do esquema, apontado como responsável direto pela divulgação dos vídeos de maus-tratos.

Com base nas provas reunidas, um relatório de inteligência foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Mauá, que solicitou à Justiça a prisão temporária do investigado, além de mandados de busca e apreensão.

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 Foto: Ciete Silvério/Governo de SP

Suspeita vai além dos crimes contra animais

Além da violência praticada contra os animais, o homem também é investigado por crimes ainda mais graves no ambiente virtual. De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que ele teria atuado em comunidades online voltadas à indução de automutilação e ao suicídio de adolescentes, o que ampliou a gravidade do caso.

As autoridades destacam que as investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa, bem como eventuais vítimas que possam ter sido impactadas pelas transmissões ou pelas interações nesses ambientes digitais.

A Polícia Civil reforça que denúncias de maus-tratos a animais e crimes virtuais podem ser feitas de forma online, contribuindo para o avanço das investigações e para a proteção de vítimas.

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