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Polícia Civil desmonta esquema de estelionato que causou prejuízo milionário no interior de SP

Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo.
Operação cumpre mandados em sete cidades do interior de SP contra grupo que usava dados de empresas legítimas para comprar produtos e desaparecer sem pagar  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 03/02/2026, às 14h54



A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (3) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes usando CNPJs regulares de terceiros para adquirir mercadorias de forma fraudulenta. A ação, batizada de Operação Primeira Impressão, resultou na prisão de seis investigados, enquanto outros dois seguem foragidos. As informações são da Agência SP.

Operação Primeira Impressão da Polícia Civil de SP. Foto: Ciete Silvério/Governo de SP.
Operação Primeira Impressão da Polícia Civil de SP. Foto: Ciete Silvério/Governo de SP.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o grupo utilizava dados empresariais legítimos para fechar negociações, efetuava um pagamento inicial para dar aparência de legalidade e, após receber os produtos, interrompia os repasses financeiros. Em seguida, os suspeitos bloqueavam qualquer tentativa de contato das empresas lesadas, caracterizando o crime de estelionato.

Uma das vítimas, uma empresa sediada no município de Assis, interior de São Paulo, registrou boletim de ocorrência em 27 de janeiro de 2025 após sofrer um prejuízo estimado em R$ 90 mil. Esse registro deu início às apurações conduzidas pelo 4º Distrito Policial de Assis, na região de Presidente Prudente.

Rede criminosa

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou ao menos dez pessoas envolvidas no esquema, com indícios de que golpes semelhantes já teriam sido aplicados contra outras empresas. O núcleo da organização criminosa estaria localizado no município de Guariba.

Os produtos obtidos de forma fraudulenta eram entregues em diferentes cidades do interior paulista, como Botucatu, Araras e Pirassununga, o que ampliou o alcance das investigações e reforçou a atuação organizada do grupo.

Mandados e apreensões

Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente nos municípios de Guariba, Motuca, Rincão, Pirassununga, Botucatu, Araras e Hortolândia. A ofensiva contou com a participação de 48 policiais civis e o apoio de 14 viaturas.

Durante a operação, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados estratégicos para o aprofundamento das investigações, que seguem em andamento para identificar novas vítimas e possíveis ramificações do esquema criminoso.

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