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O Procon-SP notificou a Ticketmaster para que a empresa preste esclarecimentos sobre os problemas enfrentados por consumidores durante a venda de ingressos para os shows de Harry Styles em São Paulo.
As reclamações envolvem dificuldades para comprar entradas em um ponto físico localizado em um shopping da zona sul da capital, além de suspeitas de favorecimento a cambistas.
Segundo relatos encaminhados ao órgão de defesa do consumidor, ingressos teriam se esgotado rapidamente no guichê presencial, enquanto entradas para diversos setores continuavam disponíveis no mercado paralelo, com preços muito mais altos.
Imagens compartilhadas nas redes sociais reforçam as denúncias de que um número elevado de ingressos teria sido adquirido por poucas pessoas, as informações são da Agência SP.
De acordo com o Procon-SP, consumidores afirmam que mesmo estando entre os primeiros da fila presencial não conseguiram adquirir ingressos para vários setores. A suspeita é de que cambistas tenham conseguido comprar grandes quantidades de entradas, inviabilizando o acesso do público em geral.
Além das manifestações nas redes sociais, o órgão já contabiliza ao menos 14 reclamações formais registradas na plataforma Procon-SP Digital em um único dia. Parlamentares também encaminharam comunicações oficiais pedindo apuração do caso, diante do impacto e da repercussão entre os fãs do artista.
O Procon-SP ressalta que problemas semelhantes na venda de ingressos para grandes eventos têm sido recorrentes em São Paulo, indicando falhas estruturais e ausência de mecanismos eficazes de controle por parte das empresas responsáveis.
Na notificação enviada nesta terça-feira (27), o Procon-SP solicita que a Ticketmaster informe, de forma detalhada, quantos ingressos foram disponibilizados para a venda física em cada setor e qual o limite de entradas permitido por consumidor.
O órgão também exige explicações sobre eventuais mecanismos de identificação e controle para evitar compras em grande volume, tanto presencialmente quanto pela internet.
Outro ponto questionado diz respeito à organização do ponto físico de venda, incluindo medidas adotadas para garantir ordem, transparência e igualdade de acesso ao público. A empresa tem prazo de 24 horas para responder.
A resposta da Ticketmaster poderá definir os próximos passos da fiscalização e eventuais sanções.
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