Polícia
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (29), um homem suspeito de integrar o Estado Islâmico e de participar da preparação de um atentado terrorista no Brasil.
A ação ocorreu em Bauru, no interior de São Paulo, e faz parte de uma investigação que busca impedir a atuação de células extremistas no país. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Segundo a PF, o investigado não apenas mantinha vínculo com a organização terrorista, como também estaria envolvido em atos preparatórios de terrorismo. Entre eles, a montagem de um colete com explosivos, que teria como finalidade a realização de um atentado suicida em território nacional.
A ofensiva policial foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Bauru (SP). Além do mandado de prisão temporária, foram cumpridas ordens de busca pessoal e domiciliar. A Justiça também autorizou o acesso imediato a dados eletrônicos e a quebra do sigilo telefônico do suspeito, medidas consideradas essenciais para o avanço das apurações.
As investigações são conduzidas a partir de Brasília e contaram com o apoio do FBI, o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, reforçando o caráter internacional do monitoramento de atividades ligadas ao extremismo violento.
De acordo com a Polícia Federal, o caso segue sob investigação para esclarecer a extensão das ações do suspeito e identificar possíveis conexões com outras pessoas ou grupos.
O objetivo central, segundo a corporação, é prevenir a ocorrência de novos atos terroristas e neutralizar qualquer ameaça em estágio de preparação.
O Estado Islâmico do Iraque e do Levante teve origem a partir da Al-Qaeda e é classificado como organização terrorista pela Organização das Nações Unidas. O grupo segue a ideologia salafista jihadista e tem como principal objetivo a criação de um califado, regime governado por um califa considerado sucessor de Maomé.
Baseado no takfirismo, o Estado Islâmico considera inimigos diversos grupos religiosos e étnicos, como xiitas, cristãos, yazidis e curdos. Embora tenha perdido grande parte de seus territórios em 2017, a organização mantém atuação por meio de células insurgentes.
O grupo é responsável por graves violações de direitos humanos, incluindo assassinatos sistemáticos, tráfico de pessoas e violência sexual, o que mantém suas atividades sob constante vigilância de autoridades internacionais.
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