Polícia
A presença de Ana Paula Renault no elenco do BBB 26 trouxe de volta um dos episódios mais graves já associados ao reality show.
Nas redes sociais, telespectadores voltaram a discutir a denúncia feita pela jornalista em 2016 contra Laércio de Moura, então participante do programa, que mais tarde resultaria em investigação policial, prisão e condenação criminal.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Liberal, o conflito entre os dois começou ainda nos primeiros dias de confinamento do BBB 16. A convivência foi marcada por embates constantes, impulsionados por falas e comportamentos de Laércio que despertaram desconforto em Ana Paula, especialmente quando ele mencionava preferência por se relacionar com mulheres muito mais jovens.
O ponto de ruptura ocorreu em janeiro de 2016, quando Ana Paula chamou o colega de confinamento de “pedófilo”, em uma discussão transmitida ao vivo. Naquele momento, a declaração foi recebida com forte rejeição por parte do público e dos próprios participantes, que alertaram para a gravidade da acusação. Mesmo assim, a jornalista sustentou sua posição, afirmando que sua percepção vinha da observação diária dentro da casa.
Durante o programa, Laércio também chamou atenção por comentários sobre atração por garotas de 17 a 20 anos, além de episódios em festas que intensificaram as críticas à sua conduta.
Após a eliminação de Laércio do reality, o caso ganhou novos contornos fora das telas. Em maio de 2016, ele foi preso em Curitiba durante uma operação da Polícia Civil do Paraná, após investigações conduzidas com apoio do Ministério Público estadual.
As apurações apontaram que o ex-BBB teria mantido relações com uma adolescente de 13 anos, além de fornecer bebidas alcoólicas a menores.
Durante buscas na residência do designer, autoridades apreenderam equipamentos eletrônicos que continham mensagens e registros considerados provas relevantes. A investigação revelou que o relacionamento com a vítima teria se estendido por cerca de três anos.
Em agosto de 2017, a Justiça condenou Laércio de Moura a 12 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes. A decisão se baseou em depoimentos e provas documentais reunidas ao longo do processo.
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