Política

“Acorda, Brasil”: anistia e veto presidencial marcam ato de Nikolas Ferreira na Paulista

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Manifestação convocada por Nikolas Ferreira neste domingo (1º) é vista como termômetro político para a reorganização da direita  |   BNews SP - Divulgação Foto: Bianca Novais/BNews São Paulo
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 01/03/2026, às 17h20 - Atualizado às 17h23



Convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), a manifestação “Acorda, Brasil” acontece neste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo.

A expectativa de público divulgada pelos organizadores era de até 1 milhão de pessoas. O BNews São Paulo acompanha o ato de perto.

Ato “Acorda, Brasil”
Foto: Bianca Novais/BNews São Paulo

Anistia e veto presidencial

Alguns dos principais pontos defendidos no ato incluem o pedido de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Outro foco é a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que altera critérios de dosimetria das penas aplicadas aos condenados.

Nikolas Ferreira tem tratado a revisão do veto como medida essencial para reavaliar sentenças e reduzir punições. “Não desistir, virou um ato de amor e também um ato de coragem diante de tudo aquilo que tentam impor ao nosso país”, afirmou ele.

Críticas ao STF dividem a direita

O protesto também inclui críticas diretas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com menções a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em publicações de convocação.

Apesar disso, o foco no impeachment de ministros não é consenso dentro do campo conservador.

Integrantes da organização passaram a enfatizar pautas como anistia e dosimetria, numa tentativa de aumentar o alcance político da mobilização e evitar que o ato se concentre apenas em embates institucionais.

Presenças confirmadas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmaram participação. Zema é apontado como possível integrante de uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio.

Nos bastidores, aliados do senador defendem um discurso menos confrontacional com o STF, avaliando que ataques diretos à Corte podem gerar “desgaste político”.

Mobilização é a reorganização da direita

O ato ocorre em meio às mudanças da direita para as próximas eleições. A avaliação é que a manifestação também servirá como termômetro político.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu por conta de sua agenda na Alemanha.

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