Política
Um risco desconhecido do público responde por nove em cada dez mortes por afogamento no litoral: as correntes de retorno. Esses trechos, formados pelo refluxo das ondas, puxam o banhista para áreas mais profundas e estão entre as situações mais letais nas praias, segundo levantamento do Corpo de Bombeiros divulgado pelo Governo de São Paulo.
Durante o verão, o cenário se agrava. A população das cidades litorâneas pode aumentar até 4,5 vezes, pressionando os serviços de segurança e elevando o número de ocorrências de salvamento.
As correntes de retorno costumam se formar em pontos específicos da praia, muitas vezes próximos a buracos no fundo do mar. Para reduzir riscos, o Corpo de Bombeiros mantém monitoramento preventivo e instala placas de alerta na areia, indicando áreas perigosas. Ignorar essa sinalização é um dos principais fatores associados aos acidentes fatais.
A recomendação das equipes é simples: ao chegar à praia, procure um guarda-vidas antes de entrar na água. Eles orientam sobre os locais mais seguros para o banho, especialmente para famílias com crianças. Escolher praias com presença desses profissionais é uma medida básica de prevenção.
Outro alerta frequente envolve o consumo de bebidas alcoólicas. O álcool reduz a percepção de risco e aumenta comportamentos imprudentes dentro da água.
A corporação também desaconselha o uso de boias e colchões infláveis. Apesar de populares, esses objetos podem ser facilmente arrastados pelas correntes e dão uma falsa sensação de segurança. Dados indicam que cerca de um terço das mortes por afogamento começa justamente com o uso desses itens.
Para quem tem dúvida sobre a profundidade, os bombeiros reforçam uma orientação prática: “Água no umbigo, sinal de perigo.” Ao perceber qualquer insegurança, a recomendação é sair do mar imediatamente e buscar ajuda de um guarda-vidas.
Para enfrentar o aumento do fluxo de turistas, o Governo de São Paulo mantém a Operação Verão Integrada 2025/2026, com R$ 55 milhões em investimentos. A ação envolve reforço no efetivo policial, ampliação de serviços de saúde, mobilidade, saneamento e Defesa Civil. A expectativa é receber 16,7 milhões de visitantes no litoral paulista neste verão.
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