Política

Anderson Torres auxilia Bolsonaro no uso de medicamentos na Papudinha

Foto: Divulgação
Ex-ministro teria assumido rotina de apoio à saúde do ex-presidente durante período de prisão no DF  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Érica Sena

por Érica Sena

[email protected]

Publicado em 22/01/2026, às 10h52



Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres tem ajudado o ex-mandatário na administração de medicamentos enquanto ele permanece detido no Complexo da Papuda, em Brasília, na ala conhecida como “Papudinha”.

Segundo relatos atribuídos a pessoas próximas à família, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem dito a aliados que o ambiente da Papudinha tem sido mais favorável à saúde do ex-presidente do que se imaginava inicialmente.

Bolsonaro, de acordo com essas versões, estaria conseguindo cumprir rotinas básicas, como banho de sol e pequenos períodos de convivência com outros detentos de perfil semelhante, como citado pelo site Metrópoles.

Apoio na rotina médica

Entre os contatos permitidos, Bolsonaro mantém conversas breves com Anderson Torres e com o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, que também estão presos. Aliados bolsonaristas afirmam que Torres passou a auxiliar diretamente Bolsonaro no controle e uso de diferentes remédios, função que antes era desempenhada por Michelle.

A situação chama atenção por ocorrer dentro de um espaço que, segundo essas fontes, não tem características de uma prisão convencional. A Papudinha funciona em uma área destinada a presos militares e policiais, contando com alojamentos e áreas de descanso, o que, na avaliação de aliados, contribui para um ambiente menos hostil.

papudinha
Foto: Divulgação

Condições da prisão

A avaliação de pessoas próximas é que a estrutura do local tem permitido ao ex-presidente manter alguma estabilidade física, apesar do histórico recente de problemas de saúde. Bolsonaro já passou por cirurgias e internações recorrentes nos últimos anos, o que mantém a atenção de seus apoiadores voltada às condições de detenção.

Mesmo com relatos de melhora, o grupo político que cerca o ex-presidente segue atuando nos bastidores. Aliados continuam negociando a possibilidade de prisão domiciliar, sob o argumento de cuidados médicos e do estado de saúde do ex-mandatário.

Pressão por mudança de regime

Para pessoas próximas à família Bolsonaro, a discussão sobre a prisão domiciliar já estaria no radar do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, porém, não há confirmação oficial de avanços nesse sentido, e a defesa do ex-presidente segue acompanhando o caso.

Enquanto isso, o entorno político tenta reforçar a narrativa de que Bolsonaro enfrenta a prisão com algum suporte interno, especialmente no que diz respeito à saúde e ao uso contínuo de medicamentos.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp