Política

Após cadeirada, Marçal e Datena fecham acordo na Justiça; saiba detalhes

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Depois de meses de embates judiciais, adversários de 2024 firmam acordo que encerra todas as ações e promete novos desdobramentos políticos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/TV Cultura.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 02/03/2026, às 17h17



A cena da cadeirada que marcou a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024 agora faz parte do passado judicial de Pablo Marçal e José Luiz Datena. Segundo o g1, os dois chegaram a um acordo na Justiça de São Paulo para encerrar todos os processos relacionados ao episódio ocorrido durante um debate eleitoral.

A homologação foi feita pela juíza Priscilla Bittar Neves Netto, da 30ª Vara Cível da capital paulista, e registrada também nas demais ações que envolviam os dois. Ao todo, sete processos foram extintos, nas esferas cível, criminal e eleitoral. Os termos do acordo não foram divulgados.

Relembre o episódio

A agressão aconteceu em setembro de 2024, durante debate promovido pela TV Cultura. Após troca de acusações no palco, Datena atingiu Marçal com uma cadeira. O programa foi interrompido.

Minutos antes da agressão, Marçal questionou o adversário sobre quando ele desistiria da candidatura e mencionou uma denúncia de assédio sexual contra o apresentador, arquivada pelo Ministério Público por falta de provas. Datena reagiu dizendo que estava sendo alvo de calúnias e chamou o empresário de “bandidinho”.

Na réplica, Marçal elevou o tom e chamou o adversário de “arregão”. Em seguida, veio a cadeirada.

Consequências imediatas

Marçal deixou o debate para receber atendimento médico no Hospital Sírio-Libanês. Segundo sua equipe, ele sofreu fratura em uma costela. Ao retornar ao ar, o moderador Leão Serva anunciou a expulsão de Datena por agressão física. A emissora lamentou o ocorrido em nota.

Dias depois, Datena afirmou ter “perdido a cabeça” ao recordar momentos pessoais difíceis ligados à acusação arquivada. Reconheceu o erro, mas classificou a atitude como uma reação emocional.

Outros processos

Além da cadeirada, Marçal também enfrentava disputa judicial com Guilherme Boulos por causa da divulgação de um laudo falso na mesma campanha. Na Justiça comum, ele foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização ao adversário.

A assessoria de Marçal informou que ele pretende comentar os acordos em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3). Procurados, os dois envolvidos não haviam se manifestado até a última atualização.

A eleição municipal daquele ano terminou com a reeleição de Ricardo Nunes. Já a rivalidade entre os candidatos, ao menos nos tribunais, chega ao fim.

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