Política

Ato em solidariedade à Venezuela ocorre em frente ao consulado dos EUA em SP

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Protesto em São Paulo e em outras capitais brasileiras denuncia sequestro do presidente Nicolás Maduro e invasão da Venezuela pelos EUA  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram @esquerda_diario.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 05/01/2026, às 15h29



Partidos e organizações de esquerda realizam, nesta segunda-feira (5), um protesto em São Paulo contra o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizado em operação dos Estados Unidos no último sábado (3).

A manifestação está marcada para as 16h, em frente ao consulado estadunidense, na zona sul da capital. Segundo o Metrópoles, o local foi escolhido para simbolizar a insatisfação global com a ação dos EUA.

Críticas à operação

Para lideranças dos movimentos sociais, a prisão de Maduro configura um sequestro. O secretário de movimentos sociais do Partido dos Trabalhadores (PT) paulista, Simão Pedro, afirmou que o objetivo é “mandar o recado” de que há rejeição internacional à ofensiva dos EUA.

Ceres Hadich, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), declarou que a intenção dos atos é denunciar o sequestro de Maduro e de Cilia Flores, primeira-dama venezuelana, apontado como estopim de uma invasão estadunidense.

Manifestantes em apoio ao povo venezuelano e contrários à invasão dos EUA ao país sulamericano. Foto: Reprodução/Instagram @esquerda_diario.
Manifestantes em apoio ao povo venezuelano e contrários à invasão dos EUA ao país sulamericano. Foto: Reprodução/Instagram @esquerda_diario.

O que aconteceu na Venezuela?

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram presos na madrugada de sábado (3) por tropas dos Estados Unidos, a mando do presidente Donald Trump.

A operação teria durado cerca de cinco horas e envolvido um bombardeio surpresa na capital Caracas. Após a ação, os EUA fecharam o espaço aéreo venezuelano e determinaram o bloqueio de petroleiros que entram e saem do país.

Maduro deve ser julgado em Nova York por suposta conspiração para importação de cocaína com grupos narcoterroristas.

Organização dos protestos

Os atos no Brasil foram definidos em reuniões realizadas no domingo (4). Mais de 50 entidades e partidos de esquerda participam da mobilização, entre eles PT, PSol, PCdoB, CUT, UNE, MST, Frente Povo Sem Medo e Comissão Pastoral da Terra.

Os grupos formaram uma frente ampla de solidariedade à Venezuela e se reuniram com representantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Mobilização nacional

Além de São Paulo, há protestos em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte. Representantes da esquerda também convocaram novas manifestações para o dia 8 de janeiro, data que marca os atos golpistas de 2023 no Brasil. A situação da Venezuela deve integrar a pauta desses protestos.

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