Política
São Paulo deu um passo histórico no combate às doenças infecciosas ao iniciar a vacinação contra a dengue com um imunizante de dose única desenvolvido no Brasil.
No mesmo evento, o Instituto Butantan anunciou um pacote de investimentos de R$ 1,8 bilhão para ampliar e modernizar sua estrutura produtiva, reforçando o papel estratégico do país na produção de vacinas e soros. As informações são da Agência SP.
A cerimônia marcou também os 125 anos do Instituto Butantan, vinculado ao Governo do Estado, e reuniu autoridades federais e estaduais. Além do simbolismo institucional, o anúncio trouxe efeitos práticos imediatos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A campanha contra a dengue teve início com a aplicação da Butantan-DV em profissionais da atenção primária à saúde. São Paulo se tornou o primeiro estado a iniciar a imunização com a vacina, capaz de proteger contra os quatro sorotipos do vírus em apenas uma dose.
Para essa etapa inicial, o Programa Nacional de Imunizações enviou 99 mil doses ao estado. A expectativa é imunizar cerca de 216 mil profissionais, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias.
O investimento anunciado prevê a construção de uma fábrica para a produção do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina tetravalente contra o HPV, com capacidade para 20 milhões de doses por ano. A iniciativa deve fortalecer a prevenção de infecções associadas a diferentes tipos de câncer.
Outro eixo central é a modernização da plataforma de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que permitirá a produção de até 15 milhões de doses anuais. Inicialmente, a estrutura será usada no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 e a raiva.
O pacote inclui ainda uma nova fábrica para a produção do IFA da vacina DTPa, com capacidade anual de seis milhões de doses da tríplice bacteriana acelular tipo adulto e um milhão de doses da vacina DT. Já a reforma da unidade de produção de soros vai dobrar a capacidade anual, passando de 600 mil para 1,2 milhão de frascos.
Com financiamento majoritariamente federal, via Novo PAC, e contrapartida estadual, as obras serão realizadas na área fabril já existente do Instituto. O objetivo é ampliar o acesso, reduzir a dependência externa e garantir respostas mais rápidas às demandas da saúde pública brasileira.
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