Política

Cetesb amplia rede e reforça controle da qualidade da água no Tietê

Foto: Divulgação/Governo de SP
Rede de monitoramento do Rio Tietê com estações automáticas que coletam dados em tempo real sobre a qualidade da água foi ampliada pela Cetesb  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Governo de SP
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 02/04/2026, às 18h11



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) avançou na modernização do acompanhamento da qualidade da água do Rio Tietê ao aumentar sua rede de estações automáticas.

A expansão inclui novos pontos estratégicos, como Barra Bonita e, mais recentemente, Promissão, melhorando a cobertura no Médio e Baixo Tietê.

A nova estação representa uma estratégia mais ampla do governo estadual para tornar a gestão hídrica mais eficiente e baseada em dados em tempo real.

Coleta contínua

O equipamento funciona de forma ininterrupta, realizando medições a cada cinco minutos ao longo do dia. Esse monitoramento constante permite acompanhar com precisão indicadores como oxigênio dissolvido, temperatura e pH.

A frequência elevada na coleta de informações ajuda a identificar rapidamente mudanças nas condições da água, oferecendo suporte técnico para ações imediatas e contribuindo para a preservação do ecossistema ao longo do rio.

Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)
Foto: Divulgação/Governo de SP

Investimento e expansão da rede

A instalação da nova unidade contou com um investimento de R$ 560 mil, valor proveniente do Fehidro.

Ela faz parte de um programa iniciado em 2023, que já acumula cerca de R$ 3 milhões aplicados na criação e operação de estações em diferentes trechos do Tietê.

Os pontos já contemplados incluem Mogi das Cruzes, Penha (em Guarulhos), Rasgão (em Pirapora do Bom Jesus) e Laranjal Paulista, aumentando gradualmente a capacidade de monitoramento ao longo do curso do rio.

Como funciona o sistema

Cada estação é equipada com uma sonda submersa posicionada próxima à margem, responsável por medir parâmetros como turbidez, condutividade, temperatura, pH e níveis de oxigênio dissolvido.

As informações coletadas são enviadas para a sede da Cetesb, na capital paulista, onde passam por análise e validação técnica antes de serem consolidadas e divulgadas.

Monitoramento além das estações automáticas

A rede de acompanhamento do Rio Tietê não se limita aos equipamentos automatizados.

A Cetesb mantém ainda 27 pontos fixos de coleta entre Biritiba Mirim e a foz no rio Paraná, garantindo uma visão mais ampla da qualidade da água ao longo de todo o trajeto.

Além disso, 30 afluentes localizados entre Mogi das Cruzes e Barueri também são monitorados para medir a carga de poluição orgânica, principalmente a proveniente de esgoto da Grande São Paulo.

Na barragem Edgar de Souza, a companhia realiza a medição da carga poluidora que chega ao Tietê após atravessar a Região Metropolitana, permitindo avaliar o impacto urbano sobre o rio.

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