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INSS: aposentados acima do mínimo terão reajuste nesta sexta (9); veja valores

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BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Freepik
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 09/01/2026, às 07h34



A definição do reajuste dos benefícios do INSS para 2026 começa a ganhar contornos mais claros para aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo.

O índice oficial de correção será divulgado nesta sexta-feira, com a apresentação da variação acumulada do INPC entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Esse percentual servirá de base para a atualização dos valores pagos no próximo ano, refletindo apenas a reposição inflacionária.

Reajuste sem ganho real para parte dos segurados

Assim como ocorreu nos últimos anos, quem recebe acima do piso previdenciário não terá aumento real. A correção dos benefícios seguirá exclusivamente a inflação medida pelo INPC, sem acréscimos adicionais.

Na prática, isso significa apenas a tentativa de recompor o poder de compra corroído pelos preços, sem melhora efetiva na renda mensal.

O percentual aplicado será inferior ao reajuste do salário mínimo, que teve aumento de 6,79%.

O piso do INSS acompanha a política de valorização do mínimo, que considera não só a inflação, mas também o crescimento do PIB de dois anos anteriores, dentro do limite estabelecido pela regra fiscal. Já os benefícios acima desse valor ficam restritos ao índice inflacionário.

Dados da Previdência Social mostram que cerca de 21,9 milhões de benefícios pagos atualmente correspondem a até um salário mínimo, o que representa mais de 60% do total. O teto do INSS, que define o valor máximo dos benefícios, também passa por atualização anual baseada exclusivamente no INPC.

Impactos no orçamento e cuidados financeiros

Segundo o advogado previdenciarista Elimar Mello, o reajuste apenas inflacionário não reflete a realidade do consumo de muitos aposentados. Despesas como medicamentos, planos de saúde e serviços de cuidadores costumam subir acima da média da inflação, o que pressiona o orçamento mensal e reduz o padrão de vida ao longo do tempo.

Diante desse cenário, o especialista recomenda um planejamento financeiro mais cauteloso. A orientação inclui prever gastos médicos crescentes, manter uma reserva de emergência mais robusta e priorizar liquidez. A imprevisibilidade de eventos de saúde na aposentadoria exige maior margem de segurança financeira.

Para quem passou a receber aposentadoria, pensão ou auxílio ao longo de 2025, o reajuste em 2026 será proporcional. O índice aplicado corresponderá apenas aos meses em que o benefício esteve ativo no ano, considerando a variação do INPC desde a concessão até dezembro, segundo o portal O Tempo.

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Pagamentos e descontos no Imposto de Renda

Os depósitos para segurados que recebem acima do salário mínimo começam a partir de 2 de fevereiro. A data exata depende do número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. A consulta ao calendário é fundamental para organizar o orçamento mensal, especialmente no início do ano.

Outro ponto de atenção é a incidência do Imposto de Renda sobre os valores reajustados. Benefícios que ultrapassam o limite de isenção podem sofrer desconto na fonte. Atualmente, a tabela do IR garante isenção total para rendas tributáveis mensais de até R$ 5.000, com redução gradual até R$ 7.350.

Além disso, aposentados e pensionistas com 65 anos ou mais contam com uma faixa adicional de isenção sobre os rendimentos do benefício. Essa vantagem ajuda a aliviar a carga tributária, embora não elimine completamente o impacto dos reajustes limitados à inflação.

Com o novo calendário de pagamentos definido para 2026, acompanhar as datas e entender as regras de correção se torna essencial para que aposentados e pensionistas possam se planejar melhor diante de um cenário de aumentos restritos e despesas crescentes.

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