Política

“Justiça para Orelha”: protesto na Avenida Paulista cobra punição por crime em SC

Foto: Acervo/BNews São Paulo
Manifestação reuniu defensores da causa animal em São Paulo e pediu punição aos responsáveis por maus-tratos ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis  |   BNews SP - Divulgação Foto: Acervo/BNews São Paulo
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 01/02/2026, às 12h29



Defensores da causa animal realizaram, na manhã deste domingo (1º), um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, para exigir Justiça pela morte do cão comunitário Orelha, vítima de agressões em Florianópolis, Santa Catarina.

O ato aconteceu em frente ao MASP e reuniu ativistas, protetores independentes e cidadãos sensibilizados pelo caso, que ganhou repercussão nacional.

Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes cobraram a responsabilização dos envolvidos no espancamento do animal, que não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

O caso ocorreu na Praia Brava, área nobre da capital catarinense, e é investigado pela Polícia Civil, as informações são do G1.

Foto: Reprodução/TV Globo

Adolescentes são investigados por maus-tratos ao animal

Segundo as autoridades, quatro adolescentes são apontados como suspeitos de agredir o cão Orelha.

Dois deles chegaram a deixar o país em viagem aos Estados Unidos, mas retornaram ao Brasil na última quinta-feira (29), após o avanço das investigações. A polícia apreendeu celulares e outros materiais que podem ajudar a esclarecer o caso.

Por envolver menores de idade, o procedimento corre sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O inquérito é conduzido pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE).

Durante o protesto em São Paulo, manifestantes destacaram a importância de punições exemplares para crimes de maus-tratos contra animais e cobraram mudanças na legislação para tornar as penas mais rigidas.

cão orelha
Foto: reprodução

Adultos também são alvo da investigação policial

Além dos adolescentes, três adultos, dois pais e um tio dos suspeitos, foram indiciados por coagir uma testemunha durante o andamento da investigação.

De acordo com a Polícia Civil, o vigilante de um condomínio teria sido pressionado a não colaborar com o caso. Ele possuía uma imagem que poderia ser relevante para esclarecer os fatos.

A polícia também aguarda o laudo de corpo de delito do animal, que deve confirmar oficialmente a causa da morte. Exames preliminares indicaram que Orelha sofreu um golpe contundente na cabeça, provocado por um objeto sem ponta ou lâmina, ainda não localizado.

A investigação apura ainda a tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Testemunhas afirmaram ter visto os adolescentes jogando o animal no mar, que conseguiu escapar.

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