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Justiça pressiona prefeitura de SP a explicar aumento da tarifa de ônibus; entenda

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Justiça determina que Prefeitura explique aumento de tarifa de ônibus em São Paulo, que gerou questionamentos sobre legalidade e transparência.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 16/01/2026, às 08h39



A recente elevação no valor da tarifa de ônibus em São Paulo passou a ser questionada judicialmente e reacendeu o debate sobre transporte público na capital. Na última terça-feira (13) a Justiça determinou que a Prefeitura apresente explicações formais sobre o reajuste de R$ 0,30 aplicado à passagem, que entrou em vigor no dia 6 deste mês.

A decisão estabelece que a administração municipal tem até 48 horas, contadas a partir da notificação oficial, para se manifestar. O aumento passou a ser analisado sob a ótica da legalidade e da transparência, pontos centrais levantados na ação judicial.

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Ação judicial e questionamentos políticos

O pedido que resultou na decisão foi apresentado pelo vereador Dheison Silva, do PT. Segundo ele, o reajuste teria sido aplicado sem a adoção de procedimentos considerados essenciais, como a edição de um decreto específico e a consulta ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte.

Nas redes sociais, o parlamentar criticou a condução do processo. Em suas declarações, afirmou que a população foi surpreendida com a alta no valor da passagem e que instâncias de debate previstas em lei não teriam sido ouvidas. A crítica central gira em torno da falta de diálogo institucional, o que, segundo o vereador, compromete a legitimidade da medida.

Reajuste acima da inflação

Outro ponto destacado na ação é o percentual de aumento aplicado à tarifa. O reajuste foi de aproximadamente 6%, índice superior à inflação projetada para o período, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, medidos pelo IPCA.

Esse dado reforça o argumento de que o impacto no bolso do usuário foi maior do que a variação média dos preços. Para quem depende diariamente do transporte coletivo, qualquer acréscimo tem peso significativo no orçamento mensal, especialmente em um cenário de renda pressionada.

Posicionamento da Prefeitura

Em resposta às repercussões, a Prefeitura de São Paulo divulgou uma nota afirmando que ainda não havia sido formalmente notificada da decisão judicial. Mesmo assim, a gestão municipal apresentou justificativas para o reajuste aplicado neste início de ano, segundo o Metrópoles.

De acordo com o Executivo, o valor atual da passagem, fixado em R$ 5,30, representa menos da metade da inflação acumulada nos últimos cinco anos. A administração também ressaltou que, entre 2020 e 2024, não houve qualquer reajuste na tarifa de ônibus da cidade.

A última atualização anterior ocorreu em 2025, quando o valor passou para R$ 5. Na ocasião, o aumento foi de 13,6%, enquanto a inflação acumulada no mesmo período ultrapassou 40%. Esse histórico é usado pela Prefeitura como argumento para defender a correção recente, apontando um suposto represamento tarifário.

Próximos passos e impacto para a população

Com a determinação judicial, a Prefeitura precisará apresentar oficialmente suas explicações dentro do prazo estabelecido. A partir disso, caberá à Justiça avaliar se o reajuste seguirá válido ou se poderá sofrer algum tipo de revisão.

Enquanto isso, o tema segue em debate entre vereadores, especialistas e usuários do transporte público. A discussão vai além do valor da passagem e envolve critérios de gestão, participação social e equilíbrio econômico, fatores que influenciam diretamente a mobilidade urbana em São Paulo.

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