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Prefeitura de SP demole Teatro de Contêiner e gera polêmica com grupo cultural; entenda

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Companhia Mungunzá questiona ação e afirma falta de notificação; gestão municipal diz ter cumprido decisão judicial  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 25/03/2026, às 13h53



A demolição do espaço que abrigava o Teatro de Contêiner, no centro de São Paulo, gerou repercussão entre artistas e autoridades nesta semana.

O local, ocupado por cerca de uma década pela Companhia Mungunzá de Teatro, foi removido pela prefeitura no último fim de semana.

Segundo representantes do grupo, a ação ocorreu sem aviso prévio e sem a apresentação de documentos como alvará ou identificação de responsável técnico. A companhia também questiona a legalidade da medida e cobra mais transparência no processo de retirada da estrutura, as informações são da CNN Brasil.

Companhia critica ação e aponta falta de diálogo

De acordo com integrantes da companhia, havia um acordo firmado com a administração municipal para a transferência das atividades culturais para outro endereço. A expectativa era que o teatro fosse reconstruído em uma nova área, como a Rua Helvétia, opção discutida anteriormente.

Um dos responsáveis pelo projeto, Marcos Felipe, criticou a condução da operação, questionando o motivo de o material ter sido removido para um depósito público em vez de ser levado diretamente ao novo espaço previsto.

O Teatro de Contêiner se consolidou como um importante polo cultural na região central, promovendo espetáculos, oficinas e atividades sociais ao longo dos últimos anos.

Prefeitura defende legalidade e anuncia novo projeto

Por outro lado, a Prefeitura de São Paulo afirma que a ocupação do terreno era irregular e que a desocupação seguiu determinação judicial. Em nota, a gestão municipal declarou que manteve diálogo com a companhia por cerca de um ano, além de oferecer alternativas para realocação e apoio financeiro.

Ainda segundo a prefeitura, os itens retirados foram armazenados em um depósito da Subprefeitura da Sé, garantindo a preservação dos materiais. O terreno, classificado como área pública, deverá receber um projeto de habitação de interesse social, além de um espaço de lazer.

Veja o pronunciamento da Companhia

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