Política
Se a felicidade fosse uma competição, o pódio global já teria donos conhecidos. O mais recente Relatório Mundial da Felicidade confirma uma tendência: países nórdicos continuam liderando, e com folga.
Segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil, a Finlândia ocupa o topo pela nona vez consecutiva.
O ranking considera respostas de moradores de 147 países, que avaliam suas próprias vidas em uma escala de 0 a 10. Além disso, fatores como renda, expectativa de vida, liberdade, generosidade e percepção de corrupção ajudam a explicar os resultados.
A liderança da Finlândia não é por acaso. O país atingiu média de 7,764 na avaliação de satisfação com a vida, sustentada por um forte senso de cooperação social. Logo atrás, Islândia e Dinamarca completam o pódio, reforçando o domínio da região nórdica.
Outro destaque é a presença da Costa Rica em quarto lugar, melhor posição já registrada por um país latino-americano no ranking.
A lista mostra predominância europeia, com exceção de Costa Rica e Israel. Países tradicionalmente ricos de língua inglesa, como Estados Unidos e Reino Unido, ficaram fora do top 10 pelo segundo ano seguido.
O Brasil aparece na 32ª posição, distante dos primeiros colocados, mas ainda à frente de muitos países. O desempenho reflete um cenário intermediário, com avanços em bem-estar, mas também desafios estruturais.
Um dos alertas do relatório é a queda na satisfação de vida entre jovens em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Em uma década, a avaliação desse grupo caiu quase um ponto na escala.
Pesquisadores apontam o uso excessivo de redes sociais como possível fator, embora destaquem que o impacto depende da forma como essas plataformas são utilizadas. Interações sociais positivas e aprendizado online, por exemplo, tendem a ter efeitos melhores.
Apesar de padrões claros, como o bom desempenho de países ricos e estáveis, o estudo destaca que o bem-estar global é influenciado por múltiplos fatores, incluindo mudanças trazidas pela era digital.
Na outra ponta do ranking, países afetados por conflitos e crises humanitárias continuam ocupando as últimas posições, evidenciando a relação direta entre estabilidade e qualidade de vida.
Classificação Indicativa: Livre