Política
Cientistas responsáveis pelo Relógio do Juízo Final anunciaram na última terça-feira (27) um novo e preocupante ajuste no marcador simbólico que representa o risco de destruição global.
Pela primeira vez na história, o relógio passou a marcar 85 segundos para a meia-noite, ponto teórico que simboliza o colapso da civilização humana. O avanço de quatro segundos em relação ao ano passado reforça a avaliação de que o mundo atravessa um momento de extrema instabilidade.
A decisão foi divulgada pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, organização sem fins lucrativos sediada em Chicago, que reúne especialistas em ciência, segurança internacional e política nuclear.
Segundo o grupo, o cenário global atual combina riscos antigos e novos, criando uma ameaça sem precedentes à sobrevivência do planeta, as informações são da CNN Brasil.
Entre os principais fatores citados estão o comportamento cada vez mais agressivo de Estados Unidos, Rússia e China, além do enfraquecimento dos acordos internacionais de controle de armas nucleares.
De acordo com Alexandra Bell, presidente e CEO do Boletim, as estruturas diplomáticas construídas ao longo de décadas estão sob forte pressão ou em processo de colapso.
A especialista alertou que o risco de uso de armas nucleares permanece “insustentavelmente alto”, especialmente diante da possibilidade de retomada de testes nucleares e do avanço da proliferação.
O Novo Tratado Start, último grande acordo de limitação de arsenais entre EUA e Rússia, está próximo do vencimento, o que aumenta a incerteza sobre o futuro da segurança global.
Além da questão nuclear, os cientistas destacaram os conflitos em curso, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, as tensões no Oriente Médio e os confrontos entre Índia e Paquistão. Também pesam no cenário as ameaças da China contra Taiwan e o clima de instabilidade na Península Coreana.
Criado em 1947, em meio às tensões do pós-Segunda Guerra Mundial, o Relógio do Juízo Final tem como objetivo alertar a sociedade sobre ameaças existenciais. Nos últimos quatro anos, esta foi a terceira vez que os ponteiros se aproximaram da meia-noite, reforçando a percepção de que o mundo vive um dos períodos mais perigosos desde o início da era nuclear.
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