Política
A cidade de São Paulo enfrentou, pelo segundo dia consecutivo, um cenário de transtornos causados pelas chuvas da tarde desta quarta-feira (28).
Alagamentos, veículos ilhados e interrupções no transporte público marcaram o temporal, que teve a Zona Leste como a região mais impactada, segundo informações divulgadas pelo g1.
O primeiro estado de atenção foi emitido às 14h16 para a Zona Sul. Pouco depois, às 14h56, as Zonas Leste e Sudeste também passaram a integrar o alerta, à medida que áreas de chuva formadas pelo calor e pela entrada da brisa marítima avançavam com forte intensidade e lento deslocamento.
Imagens do radar meteorológico indicaram chuva forte nas subprefeituras de Parelheiros, Jabaquara e Capela do Socorro, na Zona Sul, além de Guaianases e Cidade Tiradentes, na Zona Leste.
Os maiores acumulados de chuva foram registrados na Zona Leste. Estações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) apontaram índices acima de 30 mm em bairros como Itaim Paulista e São Miguel Paulista.
Já a rede telemétrica do Alto Tietê registrou volumes ainda mais expressivos, com quase 70 mm no Córrego Itaim, na Avenida Marechal Tito, além de medições superiores a 60 mm em outros pontos da região.
Esses volumes contribuíram para alagamentos em vias importantes, como a Avenida Doutor Assis Ribeiro, em Ermelino Matarazzo, e para o transbordamento de córregos e do Rio Tietê, no Jardim Romano.
Na Zona Sul, um homem foi arrastado pela enxurrada na Avenida Garcia de Ávila, em Cidade Ademar. Ele foi retirado por moradores e encaminhado à UPA Jabaquara, onde recebeu atendimento médico e passa bem.
Até o fim da tarde, o Corpo de Bombeiros contabilizou nove ocorrências de quedas de árvores, um desabamento de muro e mais de 50 chamados por enchentes em municípios da Grande São Paulo e na Zona Leste da capital.
As chuvas também afetaram a mobilidade. A CPTM interrompeu a circulação de trens na Linha 12-Safira entre as estações Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio por quase duas horas, acionando o sistema de ônibus emergenciais.
Levantamentos municipais indicam que os alagamentos e inundações estão mais frequentes na capital. No ano passado, houve aumento de 31% nos casos de alagamentos e de 61% nas inundações em relação a 2024.
Só neste início de verão, ao menos quatro pessoas morreram na região metropolitana em decorrência do excesso de água, evidenciando um problema estrutural que segue sem solução definitiva.
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