Política
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou nesta terça-feira (31/3) da entrega da Linha 17-Ouro do monotrilho, na zona sul da capital.
Durante o evento, relacionou o atraso da obra, iniciada na gestão de Geraldo Alckmin, à Operação Lava Jato, citando problemas de gestão e corrupção.
Ao comentar o histórico do projeto, o governador afirmou que a obra se tornou um símbolo de ineficiência e desperdício de recursos públicos, destacando que investimentos não deveriam permanecer parados por anos. Sem mencionar diretamente nomes, ele também fez críticas a administrações anteriores e ao cenário político nacional, segundo o Metrópoles.
A linha havia sido anunciada ainda em 2012, com previsão inicial de entrega para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, sucessivos atrasos marcaram o cronograma, e o projeto só foi parcialmente concluído mais de uma década depois.
Nesta fase inicial, o monotrilho começa a funcionar com operação assistida e horário reduzido. O sistema estará disponível de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Durante esse período, o serviço funcionará de forma parcial, com intervalos maiores entre os trens e sem operação aos fins de semana.
A linha entregue possui 6,7 quilômetros de extensão e conta com 8 estações, sendo que 7 já estão abertas ao público. O trajeto conecta a região do Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, criando integração com as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda.
O percurso completo pode ser realizado em cerca de 20 minutos, com intervalos entre 7 e 14 minutos. Nos primeiros dias, equipes operacionais acompanham o funcionamento dentro dos trens, medida comum em sistemas recém-inaugurados.
O plano inicial previa uma linha mais extensa, com 18 estações e 17,7 quilômetros. No formato atual, a entrega foi reduzida, com investimento total de R$ 5,9 bilhões. A versão final representa apenas parte do projeto originalmente anunciado, após revisões ao longo dos anos.
Entre as empresas envolvidas na construção estava a Andrade Gutierrez, que foi citada em investigações relacionadas à Lava Jato. O contexto contribuiu para o aumento das críticas em torno da execução da obra.
Segundo o governo estadual, a previsão é que a linha transporte cerca de 100 mil passageiros por dia quando estiver em operação plena, prevista para começar em outubro. A expectativa é ampliar gradualmente o funcionamento e incorporar novas estações.
A estação Washington Luís, por exemplo, ainda não está disponível nesta fase inicial e deve ser integrada futuramente. A ampliação do sistema dependerá da entrada de novos trens e da conclusão das etapas restantes, consolidando o projeto como parte da malha de transporte da cidade.
Classificação Indicativa: Livre