Política
As obras da travessia subaquática que conecta Santos a Guarujá avançaram para a fase final com o início da instalação dos tubos da nova adutora.
O projeto, executado pela Sabesp, representa um passo relevante para fortalecer o fornecimento de água em toda a região.
O investimento total chega a R$134,7 milhões e deve beneficiar diretamente mais de 450 mil moradores do litoral paulista.
Nesta quinta feira, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, esteve no canteiro de obras para acompanhar o começo dessa etapa decisiva, segundo a Agência SP.
A visita marcou simbolicamente o avanço do empreendimento, considerado estratégico para o futuro do abastecimento regional. A obra é tratada como um reforço estrutural essencial diante do crescimento urbano e populacional, segundo o governo estadual.
A nova adutora fará a ligação entre o sistema da Estação de Tratamento de Água de Cubatão e a rede de distribuição de Vicente de Carvalho, no Guarujá. O trajeto inclui a passagem por baixo do canal do Porto de Santos, em uma intervenção de alta complexidade técnica. A capacidade de transporte será de 500 litros de água tratada por segundo, volume suficiente para ampliar a resiliência do sistema.
Essa será a segunda travessia subaquática sob o canal do porto. A primeira já está em operação e conecta a Ponta da Praia, em Santos, à Vila Lígya, no Guarujá, também com vazão de até 500 litros por segundo. Com duas estruturas em funcionamento, o sistema ganha redundância e maior segurança operacional, reduzindo riscos de desabastecimento.
O cronograma prevê a conclusão das obras em julho de 2026. Ao todo, estão sendo implantados 5,56 km de tubulação, dos quais cerca de 1,5 km corresponde ao trecho submerso. A ampliação não trará prejuízos ao fornecimento de água para Santos e Cubatão, já que a estação de Cubatão possui capacidade suficiente para atender os três municípios simultaneamente.
A água produzida na estação seguirá para os reservatórios da Sabesp e, a partir do reservatório do Saboó, em Santos, será direcionada pela nova adutora. O percurso passa pela área do cais, cruza sob o canal do porto e chega ao reservatório de Vicente de Carvalho, garantindo maior eficiência na distribuição.
Segundo Natália Resende, a travessia entra em sua reta final como parte de um plano mais amplo de modernização do saneamento. O conjunto de investimentos busca garantir abastecimento seguro hoje e no futuro, com soluções pensadas para enfrentar desafios históricos da Baixada Santista.
A secretária também destacou que a desestatização da Sabesp viabilizou os recursos necessários para tirar projetos desse porte do papel.
A travessia subaquática integra um pacote de obras em andamento nas nove cidades da região. Estão previstas novas tubulações, válvulas, reservatórios, estações de bombeamento e a ampliação de unidades de tratamento. O objetivo é aumentar a oferta de água tanto para moradores quanto para turistas, especialmente em períodos de alta demanda.
Nos próximos três anos, a Baixada Santista deve receber R$ 7,5 bilhões em investimentos em saneamento. O montante é quase três vezes superior ao aplicado anualmente antes de 2024.
Além da travessia, destacam se o Pulmão de Reservação do Sistema Mambu Branco, com capacidade para 40 milhões de litros, e a futura Estação de Tratamento de Água Melvi, que ampliará de forma estrutural a produção de água tratada na região.
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