Política
O início de 2026 encontra a comunidade científica em estado de atenção diante do avanço de vírus com potencial de causar novas crises sanitárias. A combinação de mudanças climáticas, crescimento populacional, circulação intensa de pessoas e rápida evolução viral cria um ambiente propício para surtos em escala global.
Especialistas em doenças infecciosas monitoram ao menos três vírus considerados prioritários, capazes de redefinir o cenário de risco nos próximos meses, como citado pelo site TimesBrasil.
A Influenza A segue como a maior ameaça de uma nova pandemia. O subtipo H5N1, conhecido como gripe aviária, já foi identificado em mamíferos, incluindo rebanhos de gado leiteiro nos Estados Unidos. Esse salto entre espécies acendeu o alerta para uma possível adaptação à transmissão entre humanos, cenário que preocupa autoridades de saúde.
Em 2009, o H1N1 causou mais de 280 mil mortes no primeiro ano de pandemia. Agora, cientistas buscam sinais semelhantes de evolução no H5N1. As vacinas atuais não garantem proteção eficaz contra esse subtipo, e novas formulações ainda estão em desenvolvimento.
O Mpox deixou de ser uma doença restrita ao continente africano após o surto de 2022, que atingiu mais de 100 países. Embora os casos tenham diminuído, o vírus passou a circular de forma permanente fora da África. A preocupação se concentra no clado I, mais grave, além de registros recentes de transmissão local em países como os Estados Unidos.
Existe vacina disponível, mas não há tratamento específico, o que mantém o risco elevado, especialmente em contextos de baixa vigilância epidemiológica.
Transmitido por mosquitos e maruins, o vírus Oropouche já ultrapassou a região amazônica e foi identificado na América Central, no Caribe e em viajantes internacionais. Com sintomas semelhantes aos da dengue, o vírus não tem vacina nem tratamento, e tende a se espalhar com o avanço das mudanças climáticas.
Além desses vírus, cientistas acompanham surtos de chikungunya, o retorno do sarampo devido à queda da vacinação e o impacto da redução de investimentos em saúde global. Para pesquisadores, não se trata de saber se uma nova ameaça vai surgir, mas quando e onde.
Em 2026, vigilância, desenvolvimento de vacinas e cooperação internacional deixam de ser apenas questões sanitárias e passam a integrar a agenda de segurança global.
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