Política

Valor do salário mínimo aumenta a partir de fevereiro; entenda motivos

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Trabalhadores que ganham até R$ 7.350 passam a sentir redução ou zeragem do imposto já nos contracheques deste mês  |   BNews SP - Divulgação Foto:Freepik
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 02/02/2026, às 11h31



Os salários pagos a partir desta semana começam a refletir a nova regra de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas. Com a legislação em vigor desde 1º de janeiro de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos por mês passam a ter alíquota zerada do imposto retido na fonte, o que resulta em rendimento líquido maior já nos pagamentos de fevereiro.

A mudança também beneficia quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais, faixa que passa a contar com um sistema de redução gradual do tributo, como citado pela Veja.

Quanto maior o salário dentro desse intervalo, menor é o desconto concedido. Para rendas acima de R$ 7.350, as regras permanecem inalteradas, seguindo a tabela progressiva que pode chegar a 27,5% de tributação.

Quem tem direito ao benefício

A nova política de isenção do Imposto de Renda vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados ou pensionistas do INSS, desde que a renda mensal bruta esteja dentro do limite estabelecido pela lei.

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A medida foi aprovada pelo Senado em novembro do ano passado e sancionada no mesmo mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de brasileiros devem ser beneficiados, com impacto estimado de R$ 25,4 bilhões em renúncia fiscal.

O que muda — e o que não muda — na declaração anual

Apesar do alívio no salário mensal, a nova regra não altera a declaração do Imposto de Renda feita em 2026, referente aos rendimentos obtidos em 2025. Isso ocorre porque a isenção começou a valer apenas para valores pagos a partir de janeiro deste ano.

Impactos a partir de 2027

Os efeitos sobre a declaração anual passam a valer apenas em 2027. Quem tiver rendimentos tributáveis de até R$ 60 mil em 2026 ficará isento do imposto anual, enquanto valores entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200 terão redução progressiva da cobrança. Acima desse teto, não haverá desconto.

A expectativa do governo é que a mudança amplie o poder de compra da população e contribua para a redução da desigualdade tributária no país.

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