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Publicado em 06/10/2026, às 21h48 Foto: Divulgação/Netflix Marcela Guimarães
A Netflix estreou na última quinta-feira (1º) a minissérie “A Leste do Éden”, nova adaptação do romance homônimo escrito por John Steinbeck e publicado em 1952.
Para transformar uma obra com mais de 600 páginas em uma produção para a televisão, foi necessário fazer mudanças importantes na história.
As principais alterações incluem a maneira como Cathy é apresentada ao público e a redução do espaço dedicado à família Hamilton. A produção é comandada por Zoe Kazan, responsável pela criação e pelo roteiro, em parceria com Jeb Stuart.
Na história da Netflix, os irmãos Charles e Adam Trask, interpretados por Mike Faist e Christopher Abbott, têm suas vidas transformadas depois que Cathy, vivida por Florence Pugh, aparece na fazenda da família.
Ferida, a jovem é acolhida pelos Trask e passa a ocupar um papel importante na história.
Assim, a personagem recebe um tratamento diferente na nova adaptação. Em vez de ser apresentada somente como uma figura responsável por provocar destruição ao seu redor, a série procura explorar o que existe por trás de suas atitudes.
A proposta de Zoe Kazan e Jeb Stuart é oferecer uma visão mais ampla sobre Cathy, investigando suas motivações e as circunstâncias que a levaram a agir de tal maneira.
Dessa forma, a personagem passa a ser observada também a partir de sua luta pela própria sobrevivência.
Outra mudança importante está relacionada à família Hamilton. Em entrevista à People, Jeb Stuart explicou que transportar para a tela um romance com mais de 600 páginas exigiu muitos cortes e adaptações.
A família representa o lado materno da história de Steinbeck e possui uma trajetória própria dentro do livro. Na minissérie, parte desse núcleo foi mantida, mas sua participação acabou reduzida para que a narrativa pudesse se adequar ao formato da Netflix.
Stuart reconheceu que diminuir a presença dos Hamilton envolvia riscos, já que a família tem importância na obra original.
Segundo Stuart, as modificações foram necessárias principalmente pelas limitações impostas pela duração de uma minissérie. A equipe precisou selecionar quais núcleos e acontecimentos poderiam permanecer na versão para a televisão sem comprometer o desenvolvimento.
A própria proposta da adaptação também levou Zoe Kazan a partir da ideia de Steinbeck de unir duas narrativas: a história pessoal do escritor e a trajetória de seu país. Para levar esse conceito às telas, enfim, alguns elementos do romance precisaram ser condensados ou retirados.
*Com apuração da revista Exame
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