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“Ataque Brutal": novo filme da Netflix mistura furacão e tubarões

Filme mistura desastre climático e ataques violentos para criar tensão constante, mas tropeça em personagens rasos e drama pouco convincente  |  Foto: Reprodução/IMDB.

Publicado em 12/04/2026, às 12h10   Foto: Reprodução/IMDB.   Bianca Novais

Um furacão de categoria máxima atinge uma pequena cidade dos Estados Unidos e transforma o cenário em um verdadeiro pesadelo. Essa é a base de "Ataque Brutal", produção da Netflix que aposta em uma premissa inusitada: tubarões invadindo ruas alagadas e espalhando terror entre moradores isolados.

A crítica de Thiago Romariz, do Omelete, aponta que o filme tenta equilibrar o absurdo com um certo realismo, ainda que nem sempre consiga.

Logo no início, a narrativa se constrói com elementos típicos de dramas humanos em situações extremas. Entre os personagens, há uma grávida solteira, uma órfã e crianças vindas de um orfanato, além de figuras comuns de uma cidade do interior. Essa base dramática sugere um desenvolvimento mais profundo, mas acaba não se sustentando ao longo da trama.

Entre o realismo e o exagero

Dirigido por Tommy Wirkola, o longa começa de forma relativamente contida, explorando a iminência da tragédia com ritmo lento, mas eficaz. A tensão cresce à medida que o furacão se aproxima, criando expectativa no público.

No entanto, quando a história exige maior densidade emocional, o roteiro se mostra superficial e pouco inspirado, comprometendo o envolvimento com os personagens.

Mesmo com a presença de Phoebe Dynevor no elenco, conhecida por seu trabalho em produções populares, o filme não consegue aprofundar os conflitos pessoais. O drama existe, mas parece apenas cumprir uma função estrutural, sem gerar impacto real.

Violência que prende

Se o desenvolvimento dos personagens deixa a desejar, o mesmo não pode ser dito das cenas de ataque. É justamente na brutalidade dos tubarões que "Ataque Brutal" encontra sua força. As sequências são intensas, com um nível de violência que beira o exagero, mas que, paradoxalmente, mantém o espectador interessado.

Os efeitos visuais, alternando entre CGI e escolhas estratégicas de enquadramento, ajudam a construir momentos de tensão eficazes. A decisão de não mostrar os tubarões o tempo todo contribui para o suspense, enquanto a repetição dos ataques cria uma dinâmica quase viciante.

Apesar de não alcançar o nível de produções mais refinadas do gênero, o filme cumpre seu principal objetivo: entreter. Ao abraçar o absurdo sem abandonar completamente a lógica interna, a história consegue se manter envolvente até o final.

Classificação Indicativa: Livre


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