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Publicado em 29/04/2026, às 11h53 Foto: Divulgação/BigHit Entertainment Marcela Guimarães
A Ticketmaster se manifestou ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) após ser questionada sobre a cobrança da taxa de serviço de 20% na venda de ingressos para os shows do BTS, previstos para outubro na capital paulista.
A apuração foi iniciada após representação do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL), que levou o caso à Promotoria de Justiça do Consumidor. O foco é entender se a cobrança pode resultar em valores desproporcionais ao serviço prestado.
O promotor Donisete Tavares Moraes Oliveira apontou indícios de possível desequilíbrio, já que a taxa incide sobre ingressos com preços bastante distintos, variando de cerca de R$ 340 a mais de R$ 4 mil, mesmo quando o serviço oferecido é o mesmo.
Em resposta, a Ticketmaster afirmou que a taxa reflete custos operacionais variáveis das vendas on-line, como processamento de pagamentos, sistemas antifraude e manutenção de infraestrutura capaz de suportar alta demanda.
Segundo a empresa, esse modelo segue práticas comuns do mercado e, por isso, é aplicado em formato percentual.
A plataforma também destacou que o processo de compra é transparente e que os consumidores podem optar pela aquisição de ingressos em bilheterias físicas, onde não há cobrança da taxa de serviço.
A Promotoria ressalta que a cobrança da taxa não é ilegal, mas deve respeitar critérios como transparência e proporcionalidade, pontos que seguem sob análise no caso.
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