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BTS no Brasil: Ticketmaster vira alvo de investigação sobre cobrança de taxas

Cobrança de até 20% nas taxas de ingressos entra na mira do Ministério Público, enquanto vendas recordes e protestos expõem tensão no mercado  |  Foto: Reprodução/GQ Korea/Rodrigo Romeo/Alesp.

Publicado em 15/04/2026, às 19h29   Foto: Reprodução/GQ Korea/Rodrigo Romeo/Alesp.   Bianca Novais

O sucesso meteórico dos shows do BTS no Brasil ganhou um novo capítulo, desta vez, fora dos palcos. O Ministério Público de São Paulo deu um prazo de 15 dias para a Ticketmaster explicar como calcula a taxa de serviço cobrada nas vendas online de ingressos para os shows do grupo na capital paulista, após denúncia do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL). A informação foi divulgada pela CNN Brasil.

A investigação surge após questionamentos sobre a cobrança de cerca de 20% sobre o valor das entradas. O foco do MP-SP é entender qual serviço está sendo prestado ao consumidor e por que a taxa é definida como um percentual do ingresso, e não um valor fixo.

A medida é vista como um avanço nas denúncias envolvendo o modelo de venda adotado pela empresa.

Taxa sob pressão

Em resposta, a Ticketmaster afirmou que a cobrança é legal e está ligada a custos operacionais. Entre eles, a empresa cita infraestrutura tecnológica, sistemas antifraude, segurança, gestão de alta demanda e controle de acesso aos eventos.

Segundo a companhia, parte desses custos varia conforme o valor ou o volume das transações, o que justificaria a taxa proporcional.

Foto: Reprodução/GQ Korea.

Ainda assim, o tema não é novo. Em janeiro, a plataforma já havia sido acionada para esclarecer problemas na venda de ingressos para um show de Harry Styles, após relatos de fãs sobre dificuldades de compra e atuação de cambistas.

Meses antes, em setembro de 2025, o Procon-SP também notificou a empresa por cobranças semelhantes em apresentações de The Weeknd.

Corrida por ingressos

Apesar das controvérsias, a procura pelos shows do BTS foi avassaladora. A venda geral aconteceu no dia 10 e os ingressos se esgotaram em menos de uma hora e meia. Cerca de 1,9 milhão de pessoas participaram da tentativa de compra para as três apresentações marcadas para outubro, no estádio MorumBIS.

A alta demanda deixou milhares de fãs sem entradas e impulsionou campanhas nas redes sociais pedindo datas extras. Expressões como “Brazil Need More Dates” rapidamente dominaram os assuntos mais comentados, evidenciando a dimensão do fenômeno.

Voz nas ruas

A insatisfação não ficou apenas no ambiente digital. No dia 5 de abril, fãs organizaram um protesto no Shopping Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. A manifestação criticava a exigência de pré-reserva online para compras presenciais, considerada por muitos como mais um obstáculo no acesso aos ingressos.

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