Entretenimento
Publicado em 24/03/2026, às 13h29 Foto: reprodução/Cnen Ana Caroline Alves
O acidente com o Césio-137, ocorrido em 1987, transformou Goiânia em palco de uma das maiores tragédias radiológicas já registradas fora de usinas nucleares.
A partir de um equipamento de radioterapia abandonado, a contaminação se espalhou por diferentes pontos da cidade, afetando centenas de pessoas e deixando cicatrizes que persistem até hoje, tanto no espaço urbano quanto na história do país.
Com o passar dos anos, muitos desses locais passaram por processos rigorosos de descontaminação, demolição e reocupação. Ainda assim, o antes e depois dessas áreas revelam como o impacto foi profundo e duradouro, as informações são do Metrópoles.
O ponto inicial da tragédia foi o antigo Instituto Goiano de Radioterapia, localizado no Centro de Goiânia. Após ser desativado, o prédio ficou abandonado, mas ainda guardava o aparelho que continha o material radioativo. Ao ser removido por catadores, o equipamento deu início a uma cadeia de contaminação silenciosa.
Outro local central foi o ferro-velho de Devair Alves Ferreira, onde a cápsula foi aberta. Encantados com o brilho azulado do material, sem saber do perigo, várias pessoas entraram em contato direto com a substância. A área, posteriormente isolada e descontaminada, permanece sem uso até hoje.
Casas também foram diretamente afetadas, como a residência de Roberto Santos Alves, um dos primeiros pontos de manipulação do material. Assim como outros imóveis contaminados, o local foi demolido e teve o solo removido, seguindo protocolos rigorosos de segurança.
Com a descoberta da contaminação, o Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira deixou de ser apenas um espaço esportivo e se tornou um centro emergencial. Milhares de pessoas passaram pelo local para exames que identificavam níveis de radiação, em uma operação que marcou a resposta inicial à crise.
O Cemitério Municipal Parque também se tornou um símbolo do impacto social do acidente. As vítimas foram enterradas em condições especiais, o que gerou medo e estigmatização na população da época.
Já o material contaminado foi encaminhado para um aterro em Abadia de Goiás, onde permanece armazenado sob monitoramento constante. O local segue sendo um dos principais pontos de controle da radiação no país.
“Casa do Patrão”: novo reality de Boninho ganha primeira chamada
Vorcaro tem bens bloqueados pela Justiça de SP; veja o que foi atingido