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Publicado em 30/03/2026, às 11h52 - Atualizado às 23h22 Foto: reprodução/Cnen Ana Caroline Alves
O acidente com o Césio-137, ocorrido em 1987 na cidade de Goiânia, é considerado o maior desastre radiológico do Brasil. Quase quatro décadas depois, as consequências seguem presentes na vida de sobreviventes e familiares das vítimas.
A tragédia começou com a abertura de um aparelho de radioterapia abandonado, que continha material altamente radioativo. Sem conhecimento dos riscos, moradores manusearam a substância, que rapidamente se espalhou.
Ao todo, mais de 112 mil pessoas foram monitoradas, com 249 casos confirmados de contaminação. Entre eles, quatro mortes ocorreram nas semanas seguintes ao acidente, enquanto outras vítimas faleceram anos depois, em decorrência de complicações associadas à radiação, as informações são do Metrópoles.
Entre os casos mais marcantes está o de Leide das Neves Ferreira, de apenas 6 anos. Ela teve contato com o pó radioativo levado para casa e acabou ingerindo a substância. Leide morreu em outubro de 1987 e se tornou símbolo da tragédia.
Também morreram ainda naquele mês:
Já Devair Alves Ferreira, dono do ferro-velho onde a cápsula foi aberta, sobreviveu inicialmente, mas morreu sete anos depois, após enfrentar problemas de saúde e sofrimento psicológico.
Outro impacto duradouro foi na vida de Ivo Ferreira, que morreu 15 anos após o acidente, também afetado por complicações físicas e emocionais.
Diversos sobreviventes seguem lidando com as consequências da exposição. Odesson Alves Ferreira, por exemplo, sofreu graves lesões, perdeu parte da mão e hoje atua como ativista em defesa das vítimas.
A mãe de Leide, Lourdes das Neves, perdeu a filha e teve a casa destruída por contaminação. Atualmente, vive em imóvel fornecido pelo governo e carrega o impacto emocional da tragédia.
Outras vítimas, como Luiza Odete e Geraldo da Silva Pontes, ainda apresentam cicatrizes físicas visíveis, resultado direto do contato com o material radioativo.
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