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Publicado em 24/05/2026, às 11h35 Foto: Divulgação/Secom-SP Amanda Ambrozio
A edição de 2026 da Virada Cultural de São Paulo enfrentou um desafio adicional no sábado (23): as condições climáticas.
O BNews SP acompanhou de perto a movimentação na região da Consolação, no centro da capital, visitando o Palco Piano na Praça e o Festival Metrópole, onde o público e os artistas precisaram lidar com o frio e a garoa persistente.
Na Praça Dom José Gaspar, o cantor Yantó foi elogiado pela beleza estética da apresentação, mas sofreu com a baixa adesão de público devido à infraestrutura local. A montagem protegia apenas o artista, deixando os espectadores expostos ao mau tempo.
Yolanda Sinatra, produtora do artista, destacou que este é um dos principais desafios para garantir a permanência das pessoas no local:
"As estruturas foram pensadas sem uma cobertura para o público. Então, a gente está aqui com o palco coberto para o artista, mas a dificuldade vai ser trazer o público e fazer com que ele fique para assistir o espetáculo com chuva".
Perto dali, o Festival Metrópole chegou à sua quarta edição gratuita como um hub de economia criativa, reunindo 300 expositores em pontos como a Rua Basílio, a Avenida São Luís e o Jardim Contemplativo da Biblioteca Mário de Andrade.
O evento ofereceu oficinas de cerâmica, feiras de discos de vinil, artes impressas e brechós com foco em upcycling.
Apesar da diversidade, a DJ Luiza, de 61 anos e veterana de seis edições da Virada, relatou que a chuva foi um fator determinante na queda da movimentação.
"Vai diminuir provavelmente [a visitação], mas amanhã mesmo com chuva as pessoas saem. Quem não conseguiu sair hoje, quer sair amanhã".
A situação foi desafiadora para os expositores de discos e roupas, que precisaram improvisar para proteger mercadorias sensíveis da água.
Mesmo com as dificuldades impostas pelo clima, a essência cultural da Virada foi preservada por aqueles que não abriram mão de prestigiar o evento.
Para a professora Márcia Martins, de 55 anos, que frequenta o festival desde a sua criação, a Virada já se tornou uma instituição da capital paulista.
"A cidade está bem tranquila. Eu gosto da Virada. Eu acho que a Virada Cultural já, o nome já de cultura, já é cultural da cidade. A gente cultiva ela todo ano", declarou.
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