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Publicado em 03/09/2026, às 17h16 - Atualizado às 19h36 Foto: Reprodução/TV Globo Marina do Val
A partir deste sábado (5), o Edifício Copan volta a receber visitas guiadas em seu terraço, oferecendo uma vista panorâmica de 360 graus do Centro de São Paulo a 115 metros de altura.
Os passeios haviam sido interrompidos há seis anos. A iniciativa marca uma mudança no modelo de visitação do prédio, que antes oferecia o acesso de forma gratuita.
Os ingressos agora custam R$50 por pessoa e têm um propósito fundamental: arrecadar fundos para custear a restauração da fachada do edifício projetado por Oscar Niemeyer, que está coberta por telas de proteção há 15 anos.
As visitas ocorrem exclusivamente aos sábados, entre 13h30 e 16h30, com duração aproximada de 40 minutos.
O número de vagas por sessão é restrito a oito pessoas por grupo, limitação definida pela capacidade do elevador original do prédio.
Para garantir o passeio, os visitantes devem agendar o horário e adquirir a entrada por meio do site oficial do condomínio.
Lá do alto, a 115 metros do solo, o mirante proporciona uma vista privilegiada para marcos históricos e geográficos de São Paulo, sendo possível contemplar desde a Catedral da Sé e a Rua da Consolação até o Pico do Jaraguá, na Zona Norte.
Em entrevista para o G1 o síndico Guilherme Milani ressalta que a receita das visitas ajudará a viabilizar a reforma da fachada norte, voltada para a Avenida Ipiranga.
A superfície compreende cerca de 46 mil metros quadrados de pastilhas e teve o valor de restauração estimado em R$68 milhões em 2023, com expectativa de início das obras até dezembro de 2027.
A cobrança dos ingressos faz parte de um plano mais amplo para monetizar o potencial turístico do Copan.
Entre as ações em análise pelo condomínio estão a exploração de mídia indoor, o aluguel do foyer para eventos e a criação de uma área reservada no próprio terraço para locações privadas.
Inaugurado em 1966, o Copan possui 1.160 apartamentos, abriga cerca de 3 mil moradores e recebe cerca de 35 mil hóspedes por ano em imóveis de temporada.
O edifício abriga ainda 72 lojas no térreo, todas atualmente ocupadas. Tombado pelo Conpresp desde 2012, o prédio se consolidou nas últimas décadas como um polo do turismo no coração de São Paulo.
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