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Publicado em 20/02/2026, às 08h52 Foto: Reprodução/IMDB. Bianca Novais
A morte do ator Eric Dane, aos 53 anos, reacendeu o debate sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que atinge os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Segundo o g1, o artista tornou público o diagnóstico em abril de 2025, enquanto gravava a série "Euphoria". Ele morreu nesta quinta-feira (19).
A esclerose lateral amiotrófica é uma condição progressiva que provoca a degeneração das células cerebrais que controlam os músculos. Com o avanço da doença, o paciente perde gradualmente o controle dos movimentos.
Apesar de comprometer funções motoras essenciais, como falar, engolir e respirar, a ELA não afeta o raciocínio intelectual nem os sentidos. A pessoa permanece lúcida enquanto o corpo deixa de responder.
Os primeiros sinais podem incluir dificuldade para respirar, falar ou engolir saliva e alimentos, além de perda de força nas mãos ou atrofia muscular nas pernas.
O diagnóstico é um dos maiores desafios. Não existe exame laboratorial capaz de identificar a doença por meio de um marcador específico no sangue. Em média, são necessários cerca de 11 meses para confirmar o quadro.
Essa demora pode retardar o início do tratamento, que hoje tem como objetivo principal desacelerar a progressão dos sintomas.
Após o surgimento dos primeiros sintomas, a sobrevida média é de três anos e meio. Complicações respiratórias estão entre as principais causas de morte, já que o enfraquecimento dos músculos pode levar a infecções pulmonares.
A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é considerada rara em jovens. Apenas cerca de 10% dos casos têm origem genética, o que significa que a maioria ocorre sem uma causa hereditária identificada.
Sem cura até o momento, a ELA segue como um dos maiores desafios da neurologia. A morte de Eric Dane volta a colocar a condição silenciosa e de evolução rápida em evidência.
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