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Publicado em 18/03/2026, às 14h52 Foto: Freepik Nathalia Quiereguini
Pesquisas recentes chamam atenção para um fenômeno geológico silencioso no leste da África. Na região de Afar, cientistas observam sinais de que a crosta terrestre está lentamente se rompendo.
Esse processo, que ocorre há milhões de anos, pode no futuro transformar parte do continente em um novo oceano.
A área é considerada um dos pontos mais importantes do mundo para estudar placas tectônicas. Ali se encontram três grandes sistemas de rifte: o Mar Vermelho, o Golfo de Áden e o Grande Vale do Rift, de acordo com o Uol.
Esse encontro forma uma junção tripla, em que as placas se afastam lentamente, abrindo fissuras na crosta e criando uma fenda em formato de Y.
Cada braço do Y corresponde a um dos riftes, esticando a crosta continental em diferentes direções. Esse tipo de junção é raro e ajuda a entender como os continentes se fragmentam ao longo do tempo.
Pesquisas indicam que o manto terrestre, camada abaixo da crosta, também influencia o processo. Material quente sobe em pulsos, enfraquecendo a crosta e facilitando a abertura de fissuras.
Mais de 130 amostras de rochas vulcânicas analisadas revelaram padrões químicos que indicam que essas pulsações se comportam de forma organizada, como batimentos que ajudam a movimentar a crosta.
Apesar da imagem de um continente se partindo, o fenômeno ocorre em escala geológica.
Nos riftes do Mar Vermelho e do Golfo de Áden, as placas se afastam cerca de 15 milímetros por ano, metade da velocidade de crescimento das unhas humanas.
Com milhões de anos, a água do mar pode invadir a fenda crescente, criando um novo oceano e separando o Chifre da África do restante do continente.
Além do valor geológico, Afar também revela pistas sobre a evolução humana, já que fósseis antigos da região ajudam a entender os primeiros ancestrais do Homo sapiens.
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