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Entenda o planeta com densidade de algodão-doce que intriga cientistas

Foto: NASA, ESA, and L. Hustak, J. Olmsted, D. Player and F. Summers (STScI)
Veja o planeta com densidade de algodão-doce que desafia teorias da astronomia e está escondido por uma gigantesca névoa  |   BNews SP - Divulgação Foto: NASA, ESA, and L. Hustak, J. Olmsted, D. Player and F. Summers (STScI)
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 17/03/2026, às 10h38



Um planeta gigantesco, extremamente leve e envolto por uma névoa misteriosa está chamando a atenção de astrônomos e levantando novas perguntas sobre a formação de mundos no universo.

O objeto, conhecido como Kepler-51d, apresenta características tão incomuns que desafiam parte das teorias tradicionais da astronomia.

Localizado a cerca de 2.600 anos-luz da Terra, esse planeta possui tamanho semelhante ao de Saturno, mas com uma massa muito menor.

Isso faz com que sua densidade seja extremamente baixa, comparada por cientistas à de um algodão-doce. Em outras palavras, trata-se de um planeta enorme, mas surpreendentemente leve.

Foto: Unsplash
Ilustração mostra o exoplaneta Kepler-51d, um gigante gasoso extremamente leve e envolto por uma densa camada de névoa que intriga cientistas / Foto: Unsplash

Um sistema planetário fora do padrão

O planeta faz parte do sistema Kepler-51, que reúne outros mundos igualmente curiosos, de acordo com o G1.

Pelo menos três planetas desse sistema apresentam tamanhos comparáveis aos de gigantes gasosos, mas com massas muito menores do que o esperado.

Normalmente, planetas como Jupiter possuem núcleos rochosos densos, capazes de atrair e manter grandes quantidades de gás ao redor. Esse processo costuma ocorrer em regiões mais distantes da estrela central.

Kepler-51d, porém, parece seguir outro caminho. Ele orbita relativamente perto de sua estrela, a uma distância semelhante à de Venus em relação ao Sol.

Mesmo assim, não há evidências claras de um núcleo denso que explique sua atmosfera gigantesca.

Uma das hipóteses discutidas pelos pesquisadores é que o planeta possa ter se formado mais longe da estrela e migrado para uma órbita mais próxima ao longo do tempo.

Névoa esconde a verdadeira atmosfera

Para investigar melhor esse mundo, cientistas analisaram observações do James Webb Space Telescope.

O telescópio permite estudar atmosferas planetárias observando a luz da estrela que atravessa o planeta durante seu trânsito.

Mas, no caso de Kepler-51d, os dados surpreenderam: quase nenhum sinal químico foi identificado. A explicação mais provável é que o planeta esteja envolto por uma camada extremamente espessa de névoa.

Esse fenômeno lembra o que ocorre em Titan, lua de Saturno, mas em uma escala muito maior.

A névoa pode ser tão extensa que bloqueia grande parte da luz analisada, escondendo pistas importantes sobre a composição do planeta.

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