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Um planeta gigantesco, extremamente leve e envolto por uma névoa misteriosa está chamando a atenção de astrônomos e levantando novas perguntas sobre a formação de mundos no universo.
O objeto, conhecido como Kepler-51d, apresenta características tão incomuns que desafiam parte das teorias tradicionais da astronomia.
Localizado a cerca de 2.600 anos-luz da Terra, esse planeta possui tamanho semelhante ao de Saturno, mas com uma massa muito menor.
Isso faz com que sua densidade seja extremamente baixa, comparada por cientistas à de um algodão-doce. Em outras palavras, trata-se de um planeta enorme, mas surpreendentemente leve.
O planeta faz parte do sistema Kepler-51, que reúne outros mundos igualmente curiosos, de acordo com o G1.
Pelo menos três planetas desse sistema apresentam tamanhos comparáveis aos de gigantes gasosos, mas com massas muito menores do que o esperado.
Normalmente, planetas como Jupiter possuem núcleos rochosos densos, capazes de atrair e manter grandes quantidades de gás ao redor. Esse processo costuma ocorrer em regiões mais distantes da estrela central.
Kepler-51d, porém, parece seguir outro caminho. Ele orbita relativamente perto de sua estrela, a uma distância semelhante à de Venus em relação ao Sol.
Mesmo assim, não há evidências claras de um núcleo denso que explique sua atmosfera gigantesca.
Uma das hipóteses discutidas pelos pesquisadores é que o planeta possa ter se formado mais longe da estrela e migrado para uma órbita mais próxima ao longo do tempo.
Para investigar melhor esse mundo, cientistas analisaram observações do James Webb Space Telescope.
O telescópio permite estudar atmosferas planetárias observando a luz da estrela que atravessa o planeta durante seu trânsito.
Mas, no caso de Kepler-51d, os dados surpreenderam: quase nenhum sinal químico foi identificado. A explicação mais provável é que o planeta esteja envolto por uma camada extremamente espessa de névoa.
Esse fenômeno lembra o que ocorre em Titan, lua de Saturno, mas em uma escala muito maior.
A névoa pode ser tão extensa que bloqueia grande parte da luz analisada, escondendo pistas importantes sobre a composição do planeta.
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