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Publicado em 30/05/2026, às 13h33 Foto: Magnific/Drazen Zigic Andrezza Souza
O governo federal lança neste sábado (30) a Tela Brasil, nova plataforma pública de streaming criada para ampliar o acesso gratuito ao audiovisual nacional. A estreia ocorre durante o Rio2C 2026, no Rio de Janeiro, e marca a entrada do país no segmento de serviços públicos federais voltados à exibição de conteúdos audiovisuais pela internet.
A plataforma chega ao público com um catálogo inicial de 555 obras brasileiras, incluindo curtas, médias e longas-metragens, telefilmes e produções seriadas. O objetivo é reunir em um único ambiente digital conteúdos que representam diferentes momentos da história do cinema e da televisão brasileira, além de produções contemporâneas e materiais de caráter educativo e cultural.
A seleção disponível na estreia contempla produções realizadas ao longo de mais de um século, abrangendo diferentes gêneros, formatos e regiões do país.
O acervo inclui filmes que representaram o Brasil na disputa pelo Oscar, documentários, produções voltadas ao público infantil e juvenil, obras premiadas em festivais nacionais e internacionais e títulos ligados à preservação da memória cultural brasileira. Ao todo, são 267 curtas-metragens, 139 longas, 85 médias-metragens ou telefilmes e 64 produções seriadas.
Segundo o Ministério da Cultura, a proposta é facilitar o acesso da população a conteúdos que muitas vezes circulam de forma limitada nas plataformas comerciais, valorizando a diversidade cultural e a produção audiovisual nacional.
Entre as produções disponíveis na estreia estão obras que marcaram diferentes gerações do cinema nacional.
O catálogo reúne títulos dirigidos por cineastas como Glauber Rocha, Walter Salles, Suzana Amaral, Cacá Diegues, Hector Babenco, Fernando Meirelles e Marcelo Gomes. Também fazem parte da seleção documentários reconhecidos pela crítica e produções que ganharam projeção internacional.
Além dos filmes históricos, a plataforma reúne conteúdos financiados por políticas públicas de incentivo ao audiovisual e acervos preservados por instituições federais ligadas à cultura.
Inicialmente, a Tela Brasil estará disponível por meio de sua versão web. O acesso será realizado mediante autenticação com conta Gov.br.
As versões para dispositivos Android e iOS devem ser disponibilizadas em até 30 dias após o lançamento oficial, ampliando as formas de acesso ao serviço.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a plataforma foi desenvolvida para funcionar sem cobrança de assinatura e sem exibição de publicidade. O tratamento de dados dos usuários seguirá as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Outro destaque da iniciativa é a oferta de recursos de acessibilidade.
Mais de 300 obras já contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A interface também foi desenvolvida seguindo padrões internacionais voltados à inclusão digital.
A expectativa é que esses recursos ampliem o alcance do conteúdo para diferentes públicos e garantam uma experiência mais acessível aos usuários.
Durante a cerimônia de lançamento, também será formalizada uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O acordo permitirá a incorporação gradual de conteúdos da TV Brasil ao catálogo da Tela Brasil. A previsão é que mais de 150 títulos da emissora pública sejam adicionados à plataforma, representando cerca de 3 mil horas de programação.
Programas culturais, musicais, jornalísticos e educativos deverão integrar o catálogo nos próximos meses, ampliando a oferta de conteúdo gratuito para os usuários.
Com a estreia da Tela Brasil, o governo busca fortalecer a circulação da produção audiovisual brasileira, ampliar o acesso da população à cultura e preservar obras que ajudam a contar a história e a diversidade do país.
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