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Publicado em 11/02/2026, às 07h30 Foto: Reprodução/Unsplash Fernanda Montanha
A internet via satélite deve entrar em uma nova fase a partir de 2026 com a ampliação da tecnologia direct to device, que permite a conexão direta entre satélites e celulares, sem a necessidade de antenas externas.
O Brasil já iniciou testes para avaliar a implementação desse modelo de acesso, que pode ampliar a cobertura em regiões remotas e com baixa infraestrutura de telecomunicações, segundo a CNN.
Atualmente, a tecnologia ainda está em estágio inicial no país. A Agência Nacional de Telecomunicações acompanha o avanço do setor e trabalha para receber novas empresas interessadas em operar no mercado brasileiro.
A proposta é testar diferentes constelações de satélites e analisar a viabilidade técnica e regulatória da conexão direta com smartphones.
Nos Estados Unidos, a tecnologia já é oferecida de forma limitada por uma empresa do setor, vinculada à SpaceX. O serviço foi lançado no ano passado em parceria com a operadora móvel T Mobile e, por enquanto, atende apenas funções básicas.
Mais de 50 modelos de celulares já são compatíveis, mas o uso se restringe a chamadas telefônicas e envio de mensagens de texto.
No Brasil, a principal referência em internet via satélite, a Starlink, ainda não disponibilizou o direct to device. Mesmo assim, o país segue no radar das empresas do segmento.
A Anatel busca criar um ambiente favorável para a entrada de novos players e para o avanço dos testes experimentais, respeitando as regras do setor de telecomunicações.
O direct to device permite que o sinal seja enviado diretamente do satélite para a antena interna do celular. Dessa forma, o usuário pode acessar serviços essenciais, como mensagens de texto e chamadas de emergência, mesmo em áreas afastadas dos centros urbanos ou sem cobertura das operadoras tradicionais.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Sidney Nince, explicou que a tecnologia se apoia em satélites posicionados em órbitas baixas.
Segundo ele, a menor distância em relação à Terra reduz o tempo de propagação dos dados e melhora a latência da conexão. Satélites geoestacionários, por outro lado, operam a cerca de 36 mil km, o que limita esse tipo de aplicação.
Para que o serviço funcione, é necessário um acordo entre a empresa responsável pela constelação de satélites e uma operadora de telefonia móvel, que viabiliza o acesso ao usuário final.
A implementação da tecnologia no Brasil ainda enfrenta obstáculos técnicos e operacionais. Além da complexidade da infraestrutura, há limitações no tempo disponível para testes. Como os satélites estão em constante movimento, cada um cobre uma determinada área por apenas 7 minutos.
De acordo com Nince, a janela diária de testes pode ser curta sem a presença de terminais espalhados por diferentes regiões do país, o que tende a tornar o processo mais lento. Mesmo assim, o Brasil busca estimular a concorrência e criar condições para o avanço da internet via satélite direta para celulares nos próximos anos.
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