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Publicado em 21/04/2026, às 09h17 Foto: Pixabay. Bianca Novais
O dia 21 de abril é feriado nacional no Brasil por um motivo que mistura história, política e construção de símbolos. A data marca a morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, executado em 1792 por participar da Inconfidência Mineira — movimento que contestava o domínio da Coroa portuguesa sobre o território brasileiro. As informações são do portal A Tarde.
Na época, Tiradentes foi considerado traidor e condenado à morte por enforcamento. Seu destino, porém, mudaria radicalmente com o passar dos anos. O que era punição exemplar virou memória oficial: o dia de sua execução passou a ser lembrado como um marco da luta por liberdade.
A transformação de Tiradentes em herói nacional não aconteceu imediatamente. Após a Proclamação da República, em 1889, o novo regime precisava de figuras que simbolizassem seus valores e encontrou nele um personagem ideal.
Foi nesse contexto que sua imagem foi reconstruída como mártir da liberdade. Em 1890, um decreto estabeleceu o 21 de abril como feriado, reforçando a ideia de Tiradentes como defensor da independência e da República. Décadas depois, a data foi reafirmada oficialmente por lei.
Essa releitura histórica ajudou a consolidar sua figura como símbolo nacional, mesmo que, no período colonial, ele tivesse sido tratado como criminoso pelo governo português.
A Inconfidência Mineira ocorreu no fim do século XVIII, em Minas Gerais, e reuniu membros da elite local insatisfeitos com os altos impostos e o controle econômico imposto por Portugal. O grupo planejava criar uma região independente, mas o movimento foi descoberto antes de se concretizar.
Entre os envolvidos, Tiradentes acabou assumindo maior protagonismo, especialmente por sua atuação na divulgação das ideias do grupo. Quando a conspiração foi revelada, ele foi o único condenado à morte, enquanto outros participantes tiveram penas mais brandas.
Mais do que um dia de descanso, o feriado de 21 de abril carrega um peso simbólico importante. Ele representa a construção de uma narrativa nacional baseada em ideias de liberdade, resistência e identidade.