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Publicado em 04/04/2026, às 11h41 Foto: Freepik Marcela Guimarães
A chegada da Páscoa traz um costume quase automático: presentear com chocolate. Mas o que hoje parece óbvio nem sempre foi assim.
O padrão de dar presentes em datas comemorativas é muito mais antigo e, antigamente, tinha um significado bem diferente do atual.
Em diversas culturas antigas, oferecer algo a alguém era uma forma de simbolizar renovação, celebrar ciclos e fortalecer vínculos. Os presentes eram simples e carregavam mais valor simbólico do que material, ligados à ideia de recomeço e vida.
O chocolate só passou a fazer parte desse costume muito tempo depois. E nem sempre foi o doce que conhecemos hoje.
Ao longo dos séculos, ele foi sendo transformado até se tornar mais acessível e popular.
Com o tempo, até ganhou um novo significado: virou uma forma prática de demonstrar carinho. Presentear com chocolate passou a representar um gesto de afeto.
A consolidação do chocolate como presente também tem relação com o avanço da indústria e da publicidade. Empresas ajudaram a construir a associação entre o produto e sentimentos como amor, recompensa e celebração.
Muito antes de se tornar um doce popular, o chocolate tem raízes na Mesoamérica, região que inclui partes do México e da América Central. Povos originários já utilizavam o cacau séculos antes da chegada dos europeus.
Os olmecas estão entre os primeiros a explorar o fruto, com registros que apontam seu uso entre 1900 e 1500 a.C..
Mais tarde, maias e astecas também focaram nesse consumo, preparando uma bebida à base de cacau, geralmente amarga e misturada com especiarias.
Nessas civilizações, o valor do cacau ia além do sabor, já que ele tinha importância cultural e simbólica. Em alguns casos, chegou a ser tratado como item sagrado.
O cacau é originário das Américas e só passou a ser conhecido em outros continentes após as grandes navegações.
A partir do século XVI, o ingrediente chegou à Europa, onde começou a ser adaptado (com a adição de açúcar e outros elementos) até dar origem ao chocolate como conhecemos hoje.
*Com informações da CNN Brasil
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