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Publicado em 29/08/2025, às 17h36 Seus efeitos podem causar mudanças na temperatura e distribuição das chuvas em diversas regiões. - Foto: Unsplash Camila Lutfi
A primavera começa no Brasil a partir do próximo mês. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação muda no dia 22 de setembro, às 15h19 (de Brasília), e segue até 21 de dezembro.
Quem não aguenta mais o frio pode se preparar para o aumento das temperaturas. Vale lembrar que este ano marcou um inverno mais típico, com termômetros marcando temperaturas baixas e falta de chuvas.
No entanto, a próxima estação pode ser fortemente impactada por um fenômeno climático já conhecido: o La Niña.
Esse fenômeno climático-oceânico é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico. Seus efeitos podem causar mudanças na temperatura e distribuição das chuvas em diversas regiões.
O relatório mais recente da Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) indica que as chances de formação do La Niña aumentaram para 56% — estágio de alerta — durante agosto e outubro no Hemisfério Sul.
De acordo com a NOAA, foram observadas temperaturas abaixo da média entre 25 e 200 metros, além de anomalias de vento, o que podem indicar características típicas desse evento.
As baixas temperaturas no inverno deste ano para o Brasil já indicavam sinais de influência de uma “quase” La Niña, como mostrado pela CNN.
O fenômeno favorece a entrada de massas de ar polar, principais responsáveis por episódios de frio intenso no sul do país.
Segundo previsão do Climatempo, publicada em maio deste ano, cresce gradualmente a possibilidade de La Niña no fim do ano, especialmente entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, quando a probabilidade desse fenômeno atinge 41%, enquanto a de neutralidade fica em 46%.
Ao mesmo tempo, a chance de um novo El Niño surgir é considerada muito baixa: inferior a 15%.
Caso o La Niña realmente se estabeleça conforme as previsões, a região Sul do Brasil deve registrar chuvas irregulares, prejudicando a agricultura e o abastecimento hídrico.
Na região Sudeste, cresceriam as possibilidades de ondas de frio e temperaturas abaixo da média. Por fim, na região Norte, seriam esperadas chuvas acima da média, com risco de elevação do nível de rios.
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade (IRI), da Universidade de Columbia, o fenômeno pode seguir até o início do verão caso seja realmente estabelecido.
La Niña é o resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico. Ele tem origem na região do Pacífico Equatorial, na zona intertropical do planeta, e provoca alterações sazonais na circulação geral da atmosfera, podendo durar de nove a 12 meses.
O fenômeno de resfriamento acontece entre períodos de dois a sete anos.
Por sua vez, o El Niño é o efeito contrário, de aquecimento anormal das águas do Pacífico. Suas alterações causam menor umidade e maior calor por diversas regiões do planeta.
Esse fenômeno pode provocar secas no sudeste do continente asiático e na Oceania, diminuem a atividade pesqueira no Pacífico, e ainda causam estiagens no Norte e Nordeste do Brasil.
*Com informações do Globo Rural
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