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Publicado em 13/02/2026, às 09h00 Foto: Jobelli/Colorado do Brás. Bianca Novais
O Carnaval de São Paulo 2026 costuma transformar o Sambódromo do Anhembi em um grande palco de debates culturais, históricos e sociais.
Com 14 escolas na disputa do título, os desfiles do Grupo Especial acontecem nos dias 13 e 14 de fevereiro, antecedendo o Carnaval do Rio de Janeiro e reforçando o protagonismo paulista na folia nacional.
Segundo o Projeto Colabora, a programação foi pensada para evitar a concorrência direta entre os dois maiores espetáculos do país.
A elite do samba paulistano entra na avenida após uma sequência de ensaios técnicos realizados no fim de janeiro e início de fevereiro, apostando em narrativas que vão da mitologia indígena ao cinema brasileiro, passando por espiritualidade,resistência feminina e ancestralidade negra.
Na sexta-feira (13), sete escolas abrem a disputa a partir das 23h, com a estreante Mocidade Unida da Mooca. Já no sábado (14), outras sete agremiações encerram o calendário, começando às 22h30 e avançando pela madrugada até o amanhecer no Anhembi.
Os enredos de 2026 mostram um Carnaval atento às discussões contemporâneas. Há espaço para a valorização das mulheres negras, a luta indígena, a preservação ambiental, a reforma agrária, além de homenagens a figuras marcantes da cultura brasileira, como Léa Garcia, Paulo César Pinheiro e Chico Xavier.
O sagrado também ganha destaque, com orixás como Oxum e Exu inspirando desfiles de forte simbolismo.
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