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Publicado em 28/08/2026, às 16h15 Foto: Divulgação/Netflix Marina do Val
Chega ao catálogo da Netflix o longa-metragem "O Homem que Sussurra" (The Whisper Man), suspense policial dirigido pelo neozelandês James Ashcroft.
Unindo atmosfera sombria, drama familiar e caça a assassinos em série, a produção se destaca tanto por sua origem literária quanto por seu elenco de peso.
O longa é uma adaptação direta do livro do autor britânico Alex North, publicado originalmente em 2019 e lançado no Brasil com o título "O Homem Sussurro", pela Editora Record.
Embora a narrativa utilize elementos marcantes que remetem a investigações de true crime, a história é totalmente fictícia, tendo sido os crimes e os personagens criados pelo escritor.
O enredo acompanha Tom Kennedy, interpretado por Adam Scott, um escritor de romances policiais que tenta reconstruir a vida ao lado do filho de oito anos, Jake.
A rotina da família muda drasticamente quando o menino é sequestrado após ouvir um perturbador sussurro do lado de fora da janela do quarto. O desaparecimento reproduz com exatidão o modus operandi de um serial killer preso há 25 anos.
Desesperado e sem saber como agir, Tom busca o auxílio de seu pai, Pete Willis, vivido por Robert De Niro, um ex-detetive aposentado que foi o responsável pela prisão do assassino original no passado.
Para tentar resgatar o garoto, pai e filho precisam voltar a um caso encerrado há mais de uma década e superar o afastamento pessoal entre eles.
Além das atuações centrais de Robert De Niro e Adam Scott, a produção conta com outros nomes de destaque. Michael Keaton interpreta Frank Carter, o "Homem que Sussurra" original, que observa os desdobramentos de dentro da cela.
O confronto psicológico e os interrogatórios cara a cara entre os personagens de Keaton e De Niro figuram entre os pontos mais fortes do longa.
Michelle Monaghan integra o elenco como a detetive Amanda Beck, responsável por liderar a investigação no presente, enquanto atores como John Carroll Lynch, Hamish Linklater e Owen Teague completam a equipe técnica e dramática da obra.
A produção aposta em uma narrativa de suspense tradicional, focada na construção de atmosfera, na tensão constante e na dinâmica de jogo entre investigador e criminoso, evocando a linhagem de clássicos dos anos 1990 como "Se7en" e "O Silêncio dos Inocentes."
Além do mistério sobre a identidade do novo sequestrador ou a existência de um cúmplice, o verdadeiro motor da história reside na reconstrução dos laços entre pai e filho diante da tragédia.
Com pouco menos de duas horas de duração, a obra cumpre as convenções do gênero e já se encontra disponível para os assinantes da plataforma.
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