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Sinais de vida? NASA detecta moléculas intrigantes no cometa 3I/ATLAS

Detecção reforça a ideia de que compostos químicos essenciais estão espalhados pelo universo  |  Foto: Wikimedia Commons

Publicado em 19/02/2026, às 13h16   Foto: Wikimedia Commons   Ana Caroline Alves

Cientistas anunciaram a detecção de moléculas orgânicas associadas à química pré-biótica no cometa 3I/ATLAS, um raro visitante interestelar que cruzou o Sistema Solar em 2025.

A descoberta foi feita por um observatório da Nasa e amplia o entendimento sobre a distribuição de matéria orgânica no universo, ainda que não represente evidência direta de vida fora da Terra.

As observações foram realizadas pelo telescópio SPHEREx, equipamento projetado para mapear o céu em infravermelho e identificar assinaturas químicas em objetos celestes.

Segundo os pesquisadores, o cometa liberou compostos como metanol, metano e cianeto de hidrogênio à medida que se aproximou do Sol e, depois, ao se afastar da órbita terrestre, as informações são do O Globo.

O que foi detectado no cometa interestelar

Essas moléculas são consideradas fundamentais para reações químicas que antecedem o surgimento da vida, funcionando como “blocos de construção” da chamada química pré-biótica. A liberação ocorreu quando o aquecimento solar ativou a coma do cometa,  a nuvem de gás e poeira que envolve seu núcleo sólido.

Os sinais químicos foram registrados entre os dias 8 e 15 de dezembro de 2025, período em que o 3I/ATLAS já iniciava sua trajetória de saída do Sistema Solar. 

O cometa havia sido identificado inicialmente em 1º de julho de 2025 pelo sistema automatizado ATLAS, responsável por monitorar corpos próximos à Terra. Pouco depois, análises confirmaram sua origem fora do Sistema Solar, colocando-o em um grupo extremamente restrito de objetos desse tipo já observados.

Foto: Divulgação/NASA

O que a descoberta não significa

Apesar da empolgação, os especialistas são cautelosos ao interpretar os dados. A presença dessas moléculas não significa que exista ou tenha existido vida no cometa. O achado, no entanto, fortalece a hipótese de que os ingredientes químicos necessários para processos biológicos não são exclusivos do nosso sistema planetário.

Imagens complementares do objeto também foram obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, ajudando a caracterizar a estrutura e o comportamento do cometa durante sua passagem.

Para a comunidade científica, o 3I/ATLAS reforça uma ideia central da astrobiologia moderna: a de que a matéria orgânica pode estar amplamente distribuída pelo cosmos, aumentando as possibilidades de que processos semelhantes aos que ocorreram na Terra também aconteçam, ou tenham acontecido, em outros cantos do universo.

Classificação Indicativa: Livre


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