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Publicado em 22/10/2026, às 19h52 Foto: Reprodução/X/@bts_bighit Marcela Guimarães
A chegada do BTS ao Brasil já é marcada por reclamações de fãs sobre a organização de eventos relacionados ao grupo sul-coreano.
As polêmicas envolvem possíveis divergências no mapa de assentos dos shows no MorumBIS e problemas na operação da pop-up store(loja temporária) aberta em São Paulo para receber os ARMYs, como são conhecidos os fãs do BTS.
A Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um procedimento para investigar possíveis alterações no mapa de assentos dos shows do BTS, programados para os dias 28, 30 e 31 de outubro.
A apuração começou após fãs apontarem diferenças entre o mapa disponibilizado pela Ticketmaster Brasil, plataforma responsável pela venda de ingressos, e a planta publicada no Diário Oficial do Município.
A divergência envolve áreas identificadas como PIT 1 e PIT 2, cuja presença levantou dúvidas sobre possíveis bloqueios na visão de quem já havia comprado ingressos.
Em despacho publicado na última terça-feira (20), o Ministério Público pediu explicações à produtora Live Nation, à Ticketmaster e à Prefeitura de São Paulo sobre as diferenças entre os documentos.
O órgão também recomendou que a oferta divulgada no site de venda seja cumprida, que o mapa definitivo seja publicado e que haja “ressarcimento em caso de impossibilidade justificada”.
Em nota, a Live Nation afirmou que não haverá setores chamados PIT nos shows brasileiros do grupo.
A produtora reforçou que o único mapa válido é o disponibilizado oficialmente pela Ticketmaster Brasil e orientou os fãs a consultarem os canais oficiais para obter informações sobre o evento.
A Prefeitura de São Paulo se pronunciou, nesta quinta-feira (22), sobre a polêmica envolvendo a organização dos shows.
Em nota enviada ao BNews São Paulo, a gestão municipal afirmou que a organização e a operação da estrutura interna dos eventos são de responsabilidade da produtora Live Nation.
Foi instaurado um Procedimento Preparatório de Inquérito Civil (PPIC) para apurar os questionamentos relacionados aos telões com prazo de 48 horas para resposta.
A redução do número de painéis de LED na estrutura da turnê mundial do grupo sul-coreano provocou críticas entre os fãs. Nas apresentações realizadas anteriormente na Coreia do Sul, nos Estados Unidos, no México e na Europa, o palco 360° contava com 12 painéis; para os shows na América Latina, o número caiu para quatro.
Confira a íntegra da nota da Prefeitura de São Paulo enviada à reportagem:
“A Prefeitura de São Paulo esclarece que a organização e a operação da estrutura interna do show do BTS são de responsabilidade da produtora Live Nation. Questões relacionadas à venda e distribuição de ingressos, acesso do público, organização dos setores e demais atividades internas do evento devem ser tratadas diretamente com a empresa responsável.
O evento está sujeito aos procedimentos regulares de análise e fiscalização pelos órgãos municipais competentes, observadas as exigências legais e as atribuições do poder público. Esses procedimentos não se confundem com as decisões comerciais e operacionais, que permanecem sob responsabilidade da produtora. À Prefeitura cabem as medidas relacionadas ao ordenamento urbano, mobilidade, segurança viária e demais competências municipais, com o objetivo de contribuir para a realização organizada e segura do evento”.
As críticas dos fãs não se restringem à estrutura dos shows. Nesta quinta-feira (22), uma pop-up store dedicada ao BTS foi inaugurada no Mis Experience, na Água Branca, Zona Oeste de São Paulo, aproveitando a passagem do grupo pela cidade.
A loja temporária foi planejada como um ponto de encontro para os ARMYs, mas o primeiro dia da operação do espaço já causou insatisfação entre os visitantes.
Na rede social X (antigo Twitter), as principais queixas envolvem atrasos no acesso, falta de produtos disponíveis e preços considerados altos.
A entrada na loja é organizada por meio de agendamento prévio, com horários definidos para cada sessão. Para acessar o espaço, os visitantes precisam apresentar um documento de identificação e o QR Code correspondente à reserva. Os agendamentos começaram na quarta-feira (21).
Apesar do sistema de horários marcados, fãs relataram dificuldades para entrar no local e encontrar os produtos que procuravam.
Uma visitante afirmou nas redes sociais que, por mais que tivesse reservado o segundo horário, às 11h, só conseguiu entrar na loja às 13h. Ela também reclamou da falta de funcionamento do sistema e da pouca variedade de produtos disponíveis.
eu to indignada com a falta de organização da pop up, eu peguei o segundo horário, 11h. consegui entrar na lojinha 13h, não tinha sistema, não tinha quase produto, so army bomb e cds. fui atras de uma camiseta, so tinha as expostas. além de tudo extremamente caro, surreal!
— gabriella vai ver o bts 2x ⭐️ (@ruelmendes) October 22, 2026
Outra consumidora questionou a capacidade de organização da loja diante da procura e criticou a falta de estoque para atender ao público agendado.
“Não sei o que passa na cabeça de quem organiza a pop-up. Como você abre uma loja, com horário marcado e não tem produto suficiente para essa demanda? Fechem esse quiosque. E gente, a pop-up é uma LOJA com experiência sem os produtos. Só resta a experiência? Enfim”, disse outra.
O espaço ficará aberto até 22 de novembro, com funcionamento das 9h às 20h, todos os dias da semana. A exceção será o próximo domingo (25), quando ocorre o segundo turno das eleições: nessa data, a abertura será adiada para o meio-dia.
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