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Publicado em 13/04/2026, às 17h24 Foto: Divulgação/JMEV. Bianca Novais
O mercado brasileiro de veículos elétricos ganhou um novo ponto de virada com a chegada do JMEV EV2, que passa a ocupar um espaço até então inexistente: o de carro elétrico mais barato do país.
Segundo reportagem do InfoMoney, o modelo estreia com preço abaixo de R$ 70 mil, abrindo uma nova faixa de entrada no segmento.
Até então, opções consideradas “de entrada” ainda custavam significativamente mais, o que limitava o acesso à tecnologia elétrica. Com a nova proposta, o EV2 tenta ampliar o público, mesmo que isso signifique abrir mão de recursos mais sofisticados.
A estratégia do modelo é clara: reduzir custos ao máximo. O carro traz um conjunto simples, com motor elétrico de cerca de 40 cv e velocidade máxima próxima de 100 km/h, suficiente para deslocamentos urbanos.
A bateria, de aproximadamente 15,8 kWh, oferece autonomia em torno de 200 km em condições ideais, reforçando a proposta de uso restrito ao dia a dia nas cidades.
Por dentro, o veículo segue a mesma lógica. O acabamento é básico e há poucos itens tecnológicos, com ausência de sistemas avançados de assistência ao motorista ou centrais multimídia mais completas, comuns em modelos mais caros.
Um dos pontos que ajudam a reduzir custos é a recarga descomplicada. O EV2 pode ser carregado em tomada comum de 220V, com tempo médio de cerca de oito horas para carga completa, ideal para uso noturno.
Esse conjunto reforça o posicionamento do carro como um veículo urbano, pensado para trajetos curtos, como deslocamentos diários para trabalho ou estudo.
A entrada no Brasil acontece de forma gradual, com vendas iniciadas em um único ponto e previsão de expansão conforme a demanda.
O modelo chega importado e com estrutura inicial de suporte, incluindo garantia de três anos para o veículo e até oito anos para a bateria, um fator importante para reduzir a desconfiança de consumidores em relação à durabilidade dos elétricos.
Embora o preço chame atenção, o EV2 deixa claro que acessibilidade ainda exige concessões. A autonomia limitada, o desempenho modesto e o pacote básico indicam que o modelo não pretende competir com carros mais completos, mas sim criar uma nova porta de entrada.