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Publicado em 06/04/2026, às 17h52 Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians. Bianca Novais
O Campeonato Brasileiro de 2026 atingiu uma marca simbólica e preocupante. A demissão de Dorival Júnior do Corinthians transformou o treinador no décimo a perder o cargo na atual edição da competição, segundo levantamento do ge.
A saída veio logo após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena, resultado que ampliou a pressão sobre o trabalho do técnico.
Dorival deixa o clube com números que ajudam a explicar a decisão: foram 66 jogos, com 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas, resultando em 48,9% de aproveitamento.
Apesar dos títulos recentes — Copa do Brasil de 2025 e Supercopa do Brasil de 2026 —, o desempenho caiu drasticamente nas últimas semanas. A equipe acumulava nove jogos sem vencer, além de dificuldades ofensivas e queda de rendimento coletivo.
Internamente, a avaliação foi de que o trabalho “bateu no teto” e não apresentava mais evolução.
A demissão de Dorival não é um caso isolado, mas parte de um padrão. O Brasileirão 2026 já registra dez trocas de treinadores em poucos meses de disputa, evidenciando a pressão imediata por resultados.
O primeiro a cair foi o argentino Jorge Sampaoli, ainda em fevereiro, dando início a uma sequência de mudanças que escancara a instabilidade nos clubes da Série A.
A crise no Corinthians não permite espera. A diretoria trabalha para definir rapidamente um substituto, já que o time tem compromisso pela Libertadores nos próximos dias. Entre os nomes avaliados, destacam-se Tite e Fernando Diniz, ambos livres no mercado.
O cenário atual reforça uma característica histórica do futebol brasileiro: a baixa tolerância a resultados negativos. Técnicos têm cada vez menos tempo para implementar ideias, enquanto dirigentes buscam soluções imediatas para crises que, muitas vezes, são estruturais.