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Publicado em 15/04/2026, às 10h31 Foto: Reprodução/GP de Fórmula 1 Fernanda Montanha
A Federação Internacional de Automobilismo decidiu alterar o regulamento dos motores da Fórmula 1 para a temporada de 2026. A mudança mira uma prática utilizada em sessões de classificação por equipes como Mercedes e Red Bull.
A entidade identificou um possível ganho de desempenho no fim das voltas rápidas. O recurso permitia extrair mais velocidade nos momentos finais da volta, especialmente na classificação, o que gerou questionamentos entre rivais.
Diante da repercussão, a FIA optou por revisar as regras técnicas. O objetivo é evitar interpretações que possam abrir espaço para vantagens indiretas, segundo o Terra.
O ponto central da discussão envolve a taxa de compressão dos motores, limitada a 16:1. Atualmente, essa medição é realizada em condições controladas, com o carro parado.
Equipes concorrentes levantaram dúvidas sobre possíveis ajustes durante a corrida. Havia a suspeita de que variações de temperatura pudessem alterar o desempenho real do motor na pista, mesmo com aprovação nos testes oficiais.
Esse cenário poderia permitir que os carros operassem com maior eficiência em condições reais. O impacto seria mais evidente nas voltas rápidas de classificação.
A polêmica mobilizou outras fabricantes presentes na categoria. Ferrari, Audi e Honda pressionaram por uma revisão das normas e por maior clareza nos critérios técnicos.
As equipes pediram medidas que eliminassem qualquer margem de interpretação. O receio era de que brechas no regulamento comprometessem o equilíbrio competitivo entre os times, principalmente na nova fase da categoria.
Como resposta, a FIA implementou ajustes mais rigorosos na forma de avaliar os motores. As novas regras incluem critérios mais detalhados de medição e controle das condições de teste.
A intenção é impedir ganhos relacionados a fatores externos, como temperatura. Com isso, a federação busca assegurar que todos os competidores atuem sob as mesmas condições técnicas.
A decisão faz parte da preparação para a nova era da Fórmula 1. A entidade reforçou que continuará monitorando possíveis lacunas no regulamento, com foco em preservar a igualdade entre as equipes.